Trabalhadores vigiam máquinas de fábrica em Avintes
Organizados por turnos, impedem retirada de máquinas e mercadoria. Homens e mulheres sem ordenados e subsídios de férias e de Natal.
Cerca de 60 trabalhadores da empresa Pontual - Indústria de Calçado, Lda., em Avintes, Vila Nova de Gaia, estão desesperados por causa da lentidão no processo de insolvência. Foram atirados, há doze dias, para o desemprego e ainda não receberam o ordenado de julho e os subsídios de férias e de Natal. Organizaram-se por turnos, dia e noite, à porta das instalações da empresa para garantir que nada é retirado do seu interior.
“No fim do dia de trabalho, o gerente reuniu os funcionários e informou que a empresa não tinha condições para continuar a laborar, tinha dívidas e não tinha dinheiro para pagar os ordenados de julho e os subsídios. O gerente também disse que não havia dinheiro para indemnizações, isto porque há pessoas que trabalham aqui há 45 anos”, revelou Carla Pinto.
“Temos colegas que não estão a conseguir sustentar a família, ficámos sem dinheiro para pagar comida e os nossos compromissos, é uma vergonha”, garantiu Emília Gonçalves. Aguarda-se a nomeação de um administrador judicial.
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