Ligação fluvial entre Seixal e Cais do Sodré foi restabelecida
Às primeiras horas da manhã, os utentes deste serviço depararam-se com informação nos painéis das estações de que todos os horários tinham sido cancelados, inclusive os da tarde.
A ligação fluvial da Transtejo entre as estações do Seixal, no distrito de Setúbal, e do Cais do Sodré, em Lisboa, foi restabelecida a meio da manhã desta sexta-feira, segundo informação da empresa.
Numa informação divulgada às 05h50, a empresa referia que, "por motivo de condições atmosféricas e de mar adversas", o serviço de transporte encontrava-se temporariamente interrompido nesta ligação fluvial.
A empresa adiantava que não era possível prever a retoma do serviço regular, entre o Seixal e o Cais do Sodré.
Às primeiras horas da manhã, os utentes deste serviço depararam-se com informação nos painéis das estações de que todos os horários tinham sido cancelados, inclusive os da tarde.
Segundo a Comissão de Utentes de Transportes Públicos do Seixal, ao princípio da manhã o presidente da Transtejo Soflusa deslocou-se ao Seixal, num dos barcos da empresa que se encontra adstrito a este serviço, e pouco tempo depois a ligação entre as duas margens foi retomada e reposta a sua normalidade.
O serviço esteve também com constrangimentos noutras ligações, nomeadamente entre o Montijo e o Cais do Sodré.
No caso do Montijo, a empresa refere que tem havido constrangimentos desde as 06h00, com indicação de ter havido uma interrupção do serviço de transporte devido às condições atmosféricas e de mar adversas.
Na última comunicação aos utentes, às 07:36, a Transtejo referia que "por motivo de constrangimentos operacionais, não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas no período de ponta da manhã.
"Com o objetivo de minimizar o impacto de supressões e atrasos de carreiras, alguns navios iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto", adianta a empresa.
A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu na quinta-feira para um agravamento das condições meteorológicas, que pode ter um impacto significativo na região da Grande Lisboa e na Península de Setúbal.
Os distritos de Setúbal e Lisboa têm ativos avisos laranja, o segundo mais elevado, para agitação marítima, bem como aviso amarelo para o vento.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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