Tudo o que deve saber sobre o sarampo

Saiba como prevenir e lidar com a epidemia que está a causar alarme na Europa.

19 de abril de 2017 às 15:11
Robin Nandy, Unicef, Organização Mundial de Saúde, OMS, sarampo, mortes, República Democrática do Congo, Índia, Indonésia, saúde Foto: Getty Images
Sarampo Foto: Getty Images
Sarampo Foto: Getty Images
A falta de vacinação tem levado ao aparecimento de casos de sarampo, doença contagiosa que estava erradicada Foto: Istockphoto
A falta de vacinação tem levado ao aparecimento de casos de sarampo, doença contagiosa que estava erradicada Foto: Istockphoto
2017-04-14_15_28.07 sarampo.jpg Foto: CMTV

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O sarampo é uma doença altamente contagiosa, geralmente benigna mas que pode desencadear complicações e até ser fatal.

A doença manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. Segundo a norma clínica emitida pela DGS na semana passada, as complicações do sarampo podem incluir otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalite. Os adultos têm, normalmente, doença mais grave do que as crianças e os doentes imunocomprometidos podem não apresentar manchas na pele.

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Pelo menos 14 países europeus têm registado surtos de sarampo desde o início deste ano, com a Roménia a liderar o número de casos, com mais de quatro mil doentes em seis meses.

Segundo o Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa), o número de países europeus com casos de sarampo foi crescendo no início deste ano e quase todos eles terão ligação ao surto que começou na Roménia em fevereiro de 2016. Além de Portugal, registaram surtos de sarampo a Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Dinamarca, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Itália, Suíça e Suécia.

De acordo com o diretor-geral da Saúde, Francisco George, a Itália notificou 1.500 casos, 10% em enfermeiros e médicos, mas em 90% as pessoas a quem foi diagnosticada esta condição não estavam vacinadas.

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Como tratar o sarampo?

Como muitas outras doenças virais, e tratando-se de uma especialmente grave, o sarampo não tem uma medida de tratamento específica. Repouso e medidas para redução da febre, alivio dos sintomas da congestão nassal e da tossa são recomendados nos casos menos grave.

Nos casos mais graves, que ocorrem normalmente em adultos, implica internamento e acompanhamento médico cuidado, bem como outras medidas para redução dos sintomas. De referir que a taxa de mortalidade da doença, mesmo em adultos, é de 1%.

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O sarampo, que é evitável pela vacinação, transmite-se por via aérea e pelo contacto direto com secreções nasais ou da faringe de pessoas infetadas. Com um período de incubação que pode variar entre sete a 21 dias, o contágio dá-se quatro dias antes e quatro dias depois de aparecer o exantema (erupções cutâneas). Consideram-se já protegidas contra o sarampo as pessoas que tiveram a doença ou que têm duas doses da vacina, no caso dos menores de 18 anos, e uma dose quando se trata de adultos. A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo, sendo gratuita e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). As crianças devem ser vacinadas aos 12 meses e repetir a vacina aos cinco anos. "Alerta-se, desde já, para a necessidade de os pais vacinarem os seus filhos sem hesitação, uma vez que as vacinas estão disponíveis no país", referiu a DGS numa nota esta quarta-feira emitida, um alerta que tem repetido de forma constante. A vacinação organizada contra o sarampo em Portugal iniciou-se em 1973, com uma campanha de vacinação de crianças entre os um e quatro anos, que vigorou até 1977. Em 1974, a vacina contra o sarampo foi incluída no PNV e em 1990 foi introduzida uma segunda dose da vacina. 

Quem está totalmente protegido contra o sarampo?

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