Turma com os 4 anos junta alunos especiais
Pais encerraram escola em Parada de Ester e exigem o reforço de professores .
Pais e encarregados de educação encerraram ontem a Escola Básica de Parada de Ester (Castro Daire). A única turma, com uma única professora, tem 18 alunos que frequentam os quatro anos de escolaridade. Quatro deles têm necessidades educativas especiais (NEE). O caso serve de exemplo aos problemas identificados pela Fenprof neste início de ano letivo.
Em Parada de Ester, os pais reclamam a abertura de um nova turma. Exigência já negada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares da região Centro. "A minha filha tem apenas 20 por cento de visão e tem de receber acompanhamento", alertou Isabel Barbosa.
Mónica Garcia recorda que "o agrupamento tem professores com horário zero que podem dar aulas na escola".
O Ministério da Educação, ao CM, explicou que a turma está constituída como o "previsto no despacho das matrículas", que há um professor de "coadjuvação além do professor titular" e que "a gestão dos recursos disponíveis cabe ao Diretor do Agrupamento".
Na véspera do Dia Mundial do Professor, a plataforma sindical Fenprof alertou para as falhas graves que ainda persistem nas escolas. "A educação especial está com uma resposta insuficiente. Tem metade dos professores que seriam desejáveis e apenas 21 por cento das turmas com estes alunos cumprem as normas", afirmou Mário Nogueira, alertando também para a falta de pessoal não docente.
No final da reunião do Conselho Nacional da Fenprof, o secretário-geral não afastou ainda o cenário de "os professores voltarem à rua para exigir, entre outras coisas, um regime de aposentação especial". "Vamos ver se o Orçamento do Estado contempla os professores", afirmou Mário Nogueira.
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