ULS Tâmega e Sousa assinala primeira cirurgia robótica com equipamento de 1,5 milhões de euros
Primeira cirurgia robótica da ULSTS foi um 'bypass' gástrico e decorreu com total sucesso.
A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) realizou, na segunda-feira, a primeira cirurgia robótica com um equipamento de 1,5 milhões de euros particularmente dedicado ao tratamento da obesidade e do cancro gástrico, foi esta terça-feira anunciado.
"A realização da primeira cirurgia robótica representa um marco na história da ULSTS. Este investimento demonstra a nossa aposta contínua na inovação, na diferenciação clínica e na melhoria dos cuidados prestados à população", refere o presidente do conselho de administração da ULSTS que serve uma população de cerca de meio milhão de pessoas de 11 municípios.
Citado num comunicado enviado à agência Lusa, José Luís Gaspar destacou que "os doentes passam a ter acesso a tecnologia de última geração, próxima de casa, sem necessidade de serem encaminhados para outros centros hospitalares".
A primeira cirurgia robótica da ULSTS foi um 'bypass' gástrico e decorreu com total sucesso, assinalando o início da utilização desta tecnologia na ULSTS. A cirurgia robótica passa agora a integrar a resposta assistencial da instituição em áreas de elevada diferenciação, nomeadamente no tratamento cirúrgico da obesidade e do cancro gástrico.
No resumo enviado à Lusa, a ULSTS refere que "nestas patologias, a elevada precisão na dissecção dos tecidos, a preservação das estruturas anatómicas e a qualidade da reconstrução digestiva assumem um papel determinante para o sucesso clínico e para a recuperação dos doentes".
Considera-se que a cirurgia robótica constitui a mais recente evolução da cirurgia minimamente invasiva e que esta tecnologia permite executar procedimentos particularmente complexos com maior rigor técnico e controlo.
À semelhança de outros casos, neste o cirurgião controla instrumentos altamente articulados que reproduzem os movimentos da mão humana com elevada precisão, amplitude e estabilidade através de uma consola.
A técnica beneficia simultaneamente de uma visão tridimensional ampliada do campo operatório.
Segundo a ULSTS, a introdução desta tecnologia nesta unidade foi precedida por um exigente programa de formação multidisciplinar, que envolveu cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros e assistentes operacionais.
"A implementação da cirurgia robótica integra a estratégia de desenvolvimento tecnológico da ULSTS e reforça a capacidade de resposta em áreas cirúrgicas altamente diferenciadas, colocando a instituição entre o conjunto de hospitais do Serviço Nacional de Saúde que disponibilizam esta tecnologia", descreve a ULSTS.
A ULSTS junta o Hospital Padre Américo (Penafiel) e o Hospital de São Gonçalo (Amarante), bem como os centros de saúde destes territórios.
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