Um ano depois da tragédia no Elevador da Glória, ainda não há conclusões à vista
Relatório final do acidente foi adiado até março de 2027, a acusação do Ministério Público só deve chegar no fim do ano e sindicato continua sem respostas.
Um ano depois do acidente com o Elevador da Glória, que matou 16 pessoas e feriu 24, ainda não há conclusões sobre o caso. O único relatório que existe é preliminar e foi publicado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) um mês depois do acidente.
A ideia era que o relatório final fosse divulgado esta semana, por ocasião do primeiro aniversário do acidente que, a 3 de setembro de 2025, matou 16 pessoas e feriu 24. Mas, devido à complexidade das peritagens técnicas, prevê-se que a publicação aconteça até final de março de 2027, segundo uma nota do GPIAAF. Ao mesmo tempo, corre também uma investigação do Ministério Público, que já constituiu três arguidos (incluindo o diretor da Carris, empresa que explorava o equipamento) e que deverá deduzir acusação até final do ano.
Na sexta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal afirmou que também ainda não tem respostas da autarquia ou da Carris sobre o acidente, e criticou o facto de a manutenção ser externalizada.
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