Uma centena de professores em vigília em Torres Vedras

Docentes do distrito de Lisboa estão esta segunda-feira em greve.

16 de janeiro de 2023 às 15:38
professores, greve, educação Foto: Mariline Alves
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Cerca de uma centena de professores do concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, estiveram esta segunda-feira de manhã em vigília frente à Câmara Municipal, cuja presidente se juntou ao protesto em solidariedade.

Os professores mostravam cartazes os quais se lia "professor a lutar também está a ensinar", "ser professor é para os fortes" ou "quem ensina a voar não pode rastejar".

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Noutros cartazes, lia-se "quem desrespeita a escola pública, não garante o futuro de um país" ou "por um pacto nacional, suprapartidário, para a educação".

Mónica Nunes, professora de Matemática e Ciências na Escola EB 2,3 Padre Francisco Soares, com 20 anos de serviço, queixou-se à agência Lusa de "estar presa no mesmo escalão há vários anos", pedindo a melhoria das condições de trabalho, nomeadamente a devolução do tempo de serviço congelado e um sistema de avaliação mais justo.

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Da mesma escola, juntou-se João Bento, docente de Educação Especial e com 20 anos de serviço, que está contra as "sucessivas promessas não concretizadas" para reivindicações com 20 anos e as estratégias do Governo de "ludibriar as reivindicações".

O docente está contra a falta de aumentos salariais, o congelamento de anos de serviço, o sistema de avaliação, a precarização da classe, a sobrelotação de turmas e a municipalização dos concursos de colocação.

Elisabete Sobral, Educadora de Infância há 33 anos, partilha das mesmas preocupações e está a lutar pela reposição do tempo de serviço congelado e por maior justiça no sistema de avaliação, os mesmos motivos de Maria João Gonçalves, professora do primeiro ciclo há 23 anos, ambas colocadas em São Mamede da Ventosa.

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Ana Rodeia, professora de Educação Física há 40 anos, a lecionar na Escola EB 2,3 Padre Vítor Melícias, também foi à vigília por considerar que "os professores estão cansados" e a "educação tem de estar acima das políticas partidárias e gerar consenso".

À beira da reforma, solidarizou-se com os colegas mais novos uma vez que "professores e alunos estão em sofrimento porque estão em sobrevivência" devido a "problemas estruturais de há anos", que necessitam de "respostas de fundo" e suprapartidárias.

A presidente da câmara de Torres Vedras, Laura Rodrigues (PS), juntou-se aos manifestantes para "chamar a atenção para a importância que a educação tem para a sociedade", defendendo que "devia estar no centro das políticas públicas", disse à agência Lusa.

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"Os professores são agentes educativos extraordinariamente importantes e a sociedade tem de investir nos seus professores para que se sintam respeitados", acrescentou.

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