Utentes da A41 prometem "buzinar e buzinar"

Objetivo é alertar para "buraco" na estrada, em Alfena.

03 de abril de 2016 às 18:24
Grupo de Utentes da A41/Núcleo de Alfena, Valongo, A41, transporte rodoviário Foto: Estela Silva/Lusa
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O Grupo de Utentes da A41/Núcleo de Alfena, concelho de Valongo, marcou para segunda-feira um buzinão para exigir a reparação imediata do "buraco" e reclamar a suspensão da cobrança de portagens nesta estrada.

Em declarações à Lusa, o porta-voz do Grupo de Utentes da A41/Núcleo de Alfena, Nicolau Ferreira, disse este domingo que a ideia é "buzinar e buzinar" a partir das 17h00 horas, com ponto de encontro marcado para a rotunda de Alfena, que fica à entrada para esta freguesia de Valongo, distrito do Porto.

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"Exigimos a imediata reparação do 'buraco' na A41, que tanto estrangulamento de trânsito tem causado. Reclamamos a suspensão da cobrança de portagens, a retirada do pórtico de cobrança, a renegociação da parceria público-privada que gere esta via, o reforço dos transportes públicos e medidas nas estradas nacionais e municipais que ajudem a uma maior fluidez do tráfego", lê-se no apelo lançado por este grupo de utentes.

Recorde-se que o aluimento de piso na A41 ocorreu a 13 de fevereiro, cerca das 17h45, situação que provocou o corte de tráfego nessa estrada, entre o nó de Alfena e o nó da A3, no sentido Alfena-Aeroporto.

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A demora na resolução da situação tem vindo a desencadear a contestação dos utilizadores, bem como tomadas de posição de autarquias e de partidos políticos.

As câmaras de Valongo e da Maia avançaram mesmo estar a preparar "uma ação judicial para exigir uma indemnização", enquanto a de Paços de Ferreira alertou para que a interrupção da circulação na A41 está a causar "prejuízos elevados" às empresas exportadoras daquele concelho. O grupo de utentes também contesta o facto de as obras estarem "muito demoradas": "Não vemos os trabalhos a evoluir. Não é visível o deslocamento de meios", referiu o porta-voz.

No dia 2 de março, a concessionária avançou que seriam necessárias 16 semanas para repor as condições normais de circulação, lamentando "profundamente" as "dificuldades" e o "incómodo". Já a 11 de março a Ascendi decidiu abrir um corredor de passagem exclusivamente a viaturas de emergência, isto oito dias depois do presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, ter sugerido a colocação de uma ponte militar na A41.

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