Venda de medicamentos falsos pela net aumenta
A venda e o consumo de medicamentos falsos através da internet é um negócio ilegal em franca expansão não só em Portugal mas também à escala mundial devido aos lucros que geram.
Este comércio ilegal gera lucros da ordem dos 50 mil milhões de euros por ano. Especialistas internacionais reunidos esta quinta-feira em Lisboa defendem que o combate passa por uma rede internacional de cooperação, envolvendo autoridades de saúde, judiciais, alfandegárias e policiais.
“A comunicação entre os vários organismos é fundamental, mas também a informação ao público, porque se há venda é porque alguém quer comprar”, dizem.
O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, Vasco Maria, sublinhou que Portugal está a desenvolver uma rede nacional que facilite o combate à contrafacção do medicamento. “Este é um problema em franca ascensão e só conhecemos a ponta do icebergue. Por isso estamos a criar uma rede, que se encontra em fase embrionária para o combate deste problema e que passa por envolver várias autoridades, policiais, alfandegárias e de saúde. Não temos conhecimentos que tenham ocorrido mortes em Portugal provocadas pelo consumo deste tipo de produtos mas é uma possibilidade que possa ter ocorrido.”
Vasco Maria anunciou que a actual legislação deverá ser alterada em breve porque não “criminaliza a pessoa que produz ou vende o medicamento contrafeito que provocou a morte do consumidor, a não ser que seja feita prova da causa da morte e isso é difícil de provar.”
Um estudo anunciado conclui que um quarto das pessoas que adquire medicamentos pela internet não sabe os riscos que corre e a maioria dos medicamentos vendidos são para o tratamento do cancro, de doenças do foro genito-urinário e hormonas.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt