Via do Infante rende 33,3 milhões de euros
Reparações de pavimento custaram 1,7 milhões de euros.
As portagens na A22 (Via do Infante) renderam 33,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano passado, segundo um relatório sobre parcerias público-privadas da Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP).
O dinheiro pago pelos automobilistas deu para cobrir a maior parte dos encargos do Estado com a autoestrada, que está concessionada.
A UTAP revela que, entre janeiro e setembro de 2018, a Concessão Algarve acarretou encargos brutos de quase 52,8 milhões de euros, tendo as receitas obtidas permitido suportar 63% destes custos.
O défice cifrou-se, assim, em 19,4 milhões de euros.
Em comparação com igual período do ano anterior (2017), a receitas aumentaram cerca de três milhões de euros na única autoestrada algarvia, mas os encargos também subiram em valor quase idêntico.
No relatório é salientado que foram efetuados, no ano passado, "pagamentos à concessionária do Algarve, relativos a grandes reparações de pavimento, no valor de 1,7 milhões de euros, sem paralelo no período homólogo anterior".
Os dados revelam ainda que os encargos com o pagamento de portagens no Algarve são dos mais altos pagos em concessões rodoviárias do País.
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