"Via verde" para vítimas de acidentes traumáticos
O médico anestesista do Hospital de S. João do Porto e coordenador pedagógico de um projecto de Estudos Avançados em Trauma, Salvador Massada, defendeu esta sexta-feira a criação de uma "via verde" para responder melhor às vítimas dos acidentes traumáticos.
O especialista considera que, "para se cumprirem as normas da Ordem dos Médicos para o tratamento de traumatizados, é necessário concentrar recursos" e evitar que um acidentado seja enviado para o hospital mais próximo para depois, em muitos casos, por falta de meios, ser transferido para um centro hospitalar com os meios necessários para o tratar, correndo o risco de morrer no percurso.
Salvador Massada será um dos oradores nas "I Jornadas Internacionais de Trauma", sob o tema "Trauma e Sociedade", que se realizam no sábado na Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), no campus universitário de Gandra, Paredes.
Reconhecendo que "em grande parte a melhoria da resposta ao trauma se relaciona com a organização dos meios de socorro, assistência, formação e investigação", a CESPU organiza estas jornadas em parceria com o Instituto do Trauma e Emergência (ITE), Grupo de Trauma do Hospital de São João do Porto e International Trauma Life Support (ITLS), dos Estados Unidos da América.
Além da reflexão sobre "as formas de atender melhor os doentes traumatizados e avaliar as sequelas dos acidentes nas famílias" estará também em discussão o plano das Nações Unidas lançado pelo seu secretário-geral, Ban Ki-Moon, para "Uma década de acção pela Segurança Rodoviária".
De acordo com a organização das jornadas, em Portugal, a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) já criou 12 grupos de trabalho, envolvendo desde médicos a polícias, passando por laboratórios de engenharia, magistrados, operadoras de comunicações e vários organismos privados e estatais.
Várias destas entidades estarão representadas nas jornadas para apresentarem propostas que minimizem os efeitos do trauma no país.
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