Proteção civil sem reporte de situações graves com subida dos caudais dos rios
De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou esta sexta-feira de madrugada.
A proteção civil informou esta sexta-feira que não foram registadas durante a noite situações significativas relacionadas com aumento dos caudais dos rios, com exceção do Douro que transbordou para as margens do Porto e Vila Nova de Gaia.
"Não temos conhecimento a esta hora [08h30] de situações gravosas. O aumento dos caudais dos rios continua a ser monitorizado pelos Comandos Sub-Regionais, mas não temos indicação de que durante a noite tenham sido retiradas mais pessoas", disse à agência Lusa Elísio Pereira, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
De acordo com Elísio Pereira, a situação mais preocupante foi registada no rio Douro, que transbordou esta sexta-feira de madrugada para as margens do Porto e de Nova de Gaia, mas sem vitimas ou danos significativos.
"A noite acabou por ser menos gravosa do que se esperava, mas as entidades vão continuar a monitorizar e às pessoas pedimos que sigam as recomendações das autoridades", disse.
No que diz respeito às ocorrências relacionadas com o mau tempo, a ANEPC indica que entre as 00h00 e as 07h00 desta sexta-feira foram registadas 52 ocorrências, a maioria na Grande Lisboa, sem vitimas.
"Das 52 ocorrências registadas em Portugal continental, 24 foram na Grande Lisboa. A maioria quedas de árvores e de estruturas, 12 foram inundações. Não há vítimas a registar", disse.
A ANEPC alertou na quinta-feira para o impacto de descargas das barragens espanholas, principalmente na Lezíria do Tejo.
"O que nós estamos a contar é que o impacto na zona da Lezíria do Tejo, estamos a falar dos municípios, sobretudo, de Santarém para baixo, comece a ocorrer por volta da meia-noite", afirmou Mário Silvestre, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, em conferência de imprensa na quinta-feira.
O responsável falava num balanço operacional da depressão Leonardo, que se seguiu à Kristin, e acrescentou que se perspetivava uma noite de muita alerta por toda a população.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 de fevereiro para 68 concelhos, voltando hoje a ser prolongada até 15 de fevereiro.
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