Alerta para risco de cheias a norte do Mondego e na bacia do Tejo durante a semana
Previsões para segunda e terça-feira são de muita chuva com fortes picos de precipitação.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alertou este domingo para o risco de cheias, durante a semana, com especial incidência no território a norte do Mondego e na bacia do Tejo, particularmente na segunda e terça-feira, disse o presidente.
Em declarações à agência Lusa, o presidente do conselho diretivo da APA, José Pimenta Machado, disse que as previsões para segunda e terça-feira são de muita chuva com fortes picos de precipitação.
"Muita água, muita chuva vai cair na segunda e terça-feira, que se prolonga para a semana seguinte. Norte do Mondego e toda a bacia do Tejo são zonas que nos preocupam. Preveem-se picos à hora do almoço. Estamos atentos e em articulação com os Municípios e Proteção Civil", disse o presidente da APA.
José Pimenta Machado especificou algumas das localizações que estão a merecer já particular atenção e revelou que esteve esta manhã ao telefone com vários presidentes de Câmara, nomeadamente de Águeda (distrito de Aveiro), Vila Verde e Esposende (distrito de Braga), Monção (Viana do Castelo) e Coimbra.
"A frente vai entrar pelo Atlântico e vai trazer muita chuva quer para o Mondego, quer para o Vouga. Estou muito preocupado com Águeda que sofre muito com as descargas dos rios, mas também com o Douro, a zona da foz do Douro, [Vila Nova de] Gaia, o Porto, mas também muito o [rio] Tâmega, portanto, Amarante e Chaves, sem esquecer a Régua", disse Pimenta Machado.
Segundo o responsável, também está prevista "muita chuva para a bacia do Lima e para o Minho", mas "felizmente na Bacia do Lima, a barragem do Alto Lindoso tem cerca de 15 metros de encaixe de água a mais", disse, acrescentando "necessidade de alerta para Arcos de Valdevez por causa do rio Vez e para todo o Minho".
O responsável revelou que a APA está a acompanhar as descargas na barragem da Caniçada para baixar o nível da barragem e encaixar as cheias, admitindo que poderá dialogar com Espanha, "se necessário", sobre medidas a tomar em comum.
"Os solos estão saturados e não conseguem absorver a água. A neve caiu, a temperatura está a aumentar e a neve vai-se transformar em água. Será mais água a chegar aos nossos rios e albufeiras. Isto a somar à chuva forte. Estamos muito atentos e a população deve estar atenta aos avisos da Proteção Civil", recomendou.
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