Calor para as festas de Santo António: máximas chegam aos 40ºC
Tempo quente nos próximos dias, com máximas acima dos 35ºC durante o dia e 20ºC à noite, nalguns locais.
As festas de Santo António, em Lisboa e noutras cidades, vão ser marcadas pelo tempo quente, com as temperaturas máximas acima dos 35ºC em todo o País para os próximos dias. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou para esta quinta-feira todos os distritos do continente (exceto Vila Real, Bragança e Viseu) sob aviso amarelo, sendo que sexta-feira é esperado que seja o dia mais quente - os 18 distritos estarão sob aviso amarelo. São esperadas temperaturas máximas entre 35ºC e 40ºC na generalidade do País, graças a uma massa de ar quente e seco que está sobre a Península Ibérica, e na noite de sábado para domingo, as temperaturas poderão ser superiores a 20º C. Portel é a localidade com a previsão de temperatura mais alta (41ºC), sendo que estão previstos 40ºC em vários concelhos, como Tomar, Cuba, Lousã, Évora, Reguengos de Monsaraz, Constância ou Alcácer do Sal. Nalguns locais, poderá haver aguaceiros e trovoadas. A partir de segunda-feira as temperaturas diminuem ligeiramente, mas vai manter-se tempo de verão em grande parte do território durante a próxima semana.
O calor de junho segue-se a um maio que foi o segundo mais quente de sempre registado no mundo: segundo o Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas, a temperatura média do ar à superfície foi de 15.81ºC, 0.55ºC acima da média de 1991-2020. Em Portugal, maio registou 25 novos extremos de temperatura máxima para este mês, com destaque para os 40.3ºC registados em Mora. A onda de calor foi a segunda mais longa desde que há registos- começou no dia 20 e durou 9,5 dias, só superada por uma onda de calor em 1964, que durou 9,7 dias.
Este ano e o próximo poderão ainda ser marcados pelo fenómeno El Niño - as águas subsuperficiais do Pacífico tropical, a 200-300 metros de profundidade, estão muito mais quentes, nalgumas regiões com anomalias superiores a +6ºC. Segundo o IPMA, em Portugal a influência do El Niño é indireta e pouco significativa, quando comparada com regiões como a América do Sul ou a Austrália. No entanto, o El Niño pode condicionar os indicadores climáticos "relacionados com a precipitação e com a temperatura do ar na Península Ibérica, principalmente durante o inverno do Hemisfério Norte".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt