Casal desaparece em zona alagada no Mondego. Filha deu o alerta às autoridades
Último contacto foi na terça-feira. Podem ter ‘ficado’ em zona de cheia, mas não foi encontrado qualquer sinal.
Terça-feira, dia 10, foi o último em que a filha falou com os pais, Venâncio e Maria de Fátima, de Montemor-o-Velho. Desde então, o rio Mondego transbordou e nunca mais houve um contacto. Isso, e a possibilidade de terem sido apanhados pela cheia, fez com que Laura Santos desse na sexta-feira o alerta para o desaparecimento dos pais. As buscas iniciaram-se nessa tarde, mas acabaram por ser interrompidas perto das 22h00. Foram retomadas este sábado. Laura Santos deixou também um apelo nas redes sociais para tentar obter informações sobre o paradeiro dos pais.
Ao que o CM apurou no local, o casal (68 e 65 anos), residente em Verride (Montemor-o-Velho), tinha por hábito ir até ao concelho vizinho de Soure. Para que isso fosse possível, e tendo em conta as inundações no rio Mondego, teria ido por estradas secundárias. Foi no concelho de Soure que as buscas, feitas com recurso a drones, além de militares da GNR e operacionais dos bombeiros, se focaram na esperança de encontrar sinais do carro do casal, um Citroen Saxo. Os drones fizeram uma primeira vistoria em campos agrícolas entretanto alagados e iriam ser usadas câmaras de infravermelhos.
A procura, focada sobretudo em Vinha da Rainha junto a campos de arroz, acabou por ser em vão. Localizada na parte Oeste do concelho, foi nessa zona que o último sinal do telemóvel foi registado.
Caso o pior cenário se confirme e ambos sejam encontrados sem vida, serão a 18.ª e a 19.ª vítima do mau tempo desde 28 de janeiro.
E TAMBÉM
Girabolhos - “inoportuno”
A Associação Zero considerou o anúncio da Barragem de Girabolhos “inoportuno e manipulador”. No entender da Zero, a construção é um erro estratégico que não elimina o risco de cheia no Mondego e desviará recursos de outras soluções eficazes. Defendeu que a medida é “uma falsa solução” para as cheias na bacia do Mondego.
Menos risco de cheias
O risco de inundações no Mondego continua significativo, embora já não seja crítico, continuando a verificar-se risco para as populações em Montemor-o-Velho.
Reparar - 20 milhões
Arranjar o quebra-mar exterior do porto de Leixões, danificado pelo mau tempo, e repor o manto de proteção vai custar 20 milhões de euros. O valor foi revelado pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.
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