Estradas intransitáveis obrigam ao fecho de duas escolas nas Caldas da Rainha
subida do nível dos leitos dos rios, que estão numa quota como há muito não se via é hoje a principal preocupação da autarquia.
Duas escolas estão esta quinta-feira encerradas no concelho das Caldas da Rainha devido ao mau tempo e a Câmara prevê que outras venham a ter de ser encerradas por os acessos se encontrarem intransitáveis.
"As Escolas de Alvorninha e de A-dos-Francos encontram-se encerradas devido a problemas de acessibilidade e os serviços estão a fazer um levantamento de mais algumas em que deverá ser tomada a mesma medida", disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vitor Marques.
O autarca explicou que "a escola de Alvorninha já tinha alguns problemas de impermeabilização e um muro que estava a ser vigiado e que está hoje a ser avaliado".
No caso de A-dos-Francos, o fecho "deve-se à subida do leito do rio", que está a inundar algumas estradas.
A subida do nível dos leitos dos rios, que estão numa quota como há muito não se via" é hoje a principal preocupação da autarquia, que está a monitorizar "os efeitos sobre as estradas, sobretudo nas freguesias, onde os terrenos estão tão saturados que já não suportam mais água".
Os serviços municipais de proteção civil estão "também a controlar algumas edificações mais antigas, que na depressão Kristin perderam algumas telhas, e a avaliar se há estruturas em risco de colapsar", disse Vitor Marques.
No mesmo concelho, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas da Rainha informam que, devido a uma rotura de grande dimensão na Estrada Nacional 360 (Estrada da Foz), "o abastecimento de água se encontra comprometido".
Em comunicado, os SMAS precisaram que a ocorrência afeta diversos consumidores na área das Caldas da Rainha e na freguesia do Nadadouro, prevendo-se que "a reposição do abastecimento seja efetuada de forma faseada".
Desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, onze pessoas morreram em Portugal e centenas de outras ficaram feridas ou desalojadas.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.
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