IPMA prevê que efeitos do El Niño sejam indiretos em Portugal

Previsões atuais apontam para a passagem da fase neutral para a fase de El-Niño, com uma probabilidade 82%, entre junho e julho de 2026 e persistindo até ao fim de 2026, com uma probabilidade superior a 90%.

09 de junho de 2026 às 18:45
IPMA
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O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou esta terça-feira para a probabilidade de 80% de ocorrência de um episódio de El Niño entre junho e agosto, prevendo que em Portugal os efeitos sejam indiretos e nada significativos.

A informação atualizada mensalmente sobre a temperatura da superfície do oceano no Pacífico equatorial revela que o índice ENSO, que mede o estado do sistema oceano-atmosfera no Pacífico tropical, se encontra ainda na fase neutral, mas esta previsão altera-se nas próximas semanas, informa no site.

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As previsões atuais de diversos modelos de previsão sazonal apontam para a passagem da fase neutral para a fase de El-Niño, com uma probabilidade 82%, entre junho e julho de 2026 e persistindo até ao fim de 2026, com uma probabilidade superior a 90%.

A previsão mais recente indica ainda que, em termos de classificação relativa à intensidade do índice ENSO, o próximo El Niño possa atingir a intensidade moderada a forte.

Embora ocorra no oceano Pacífico, o El Niño pode influenciar os padrões climáticos à escala global.

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Mas o IPMA esclarece que a influência do El-Niño em Portugal é indireta e nada significativa quando comparada com regiões como a América do Sul ou a Austrália.

Alguns estudos revelam que o principal mecanismo de ligação é através da Oscilação do Atlântico Norte (NAO) que condiciona os indicadores climáticos relacionados com a precipitação e com a temperatura do ar na Península Ibérica, principalmente durante o inverno do Hemisfério Norte.

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