Vias cortadas em Arcos de Valdevez e Caminha e casas inundadas em Ponte de Lima

Autarca de Arcos de Valdevez destacou ainda que o centro histórico, na zona da Valeta, como é tradicional, já está inundado, tendo sido cortados vários acessos, incluindo a estrada junto às piscinas.

27 de janeiro de 2026 às 07:28
Chuva Foto: Pixabay
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O mau tempo na segunda-feira à noite levou ao corte de vias em Arcos de Valdevez e Caminha, enquanto em Ponte de Lima casas ficaram inundadas devido à forte chuva, adiantaram fontes da autarquia e dos bombeiros.

Em Arcos de Valdevez, "muitas derrocadas" deixaram várias vias intransitáveis, estando as autoridades a proceder à sinalização, referiu à agência Lusa Olegário Gonçalves, presidente da autarquia do distrito de Viana do Castelo.

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Devido à subida do rio Vez, a Estrada Municipal 505 ficou submersa e um carro ficou preso ao tentar passar a via.

Fonte dos bombeiros de Arcos de Valdevez referiu que o condutor conseguir sair a tempo e a viatura ficou no local, submersa pela água que continuava a subir "com grande velocidade".

"Quando baixar o caudal do rio voltaremos ao local para ver se a viatura ainda estará no local e depois tentar retirá-la", acrescentou.

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O autarca de Arcos de Valdevez destacou ainda que o centro histórico, na zona da Valeta, como é tradicional, já está inundado, tendo sido cortados vários acessos, incluindo a estrada junto às piscinas.

Olegário Gonçalves adiantou também à Lusa que o Hotel Ribeira em Arcos de Valdevez também sofreu uma inundação no piso do rés do chão, na zona de máquinas e do parque de estacionamento, acrescentando que não houve necessidade de retirar ninguém.

A Câmara de Caminha referiu numa publicação na rede social Facebook na segunda-feira à noite que a circulação na Estrada Nacional 301, entre Venade e Argela, estava temporariamente suspensa devido "ao aumento do caudal dos afluentes do Rio Coura, que a esta hora já transbordaram os limites da via".

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"Esta situação origina assim condições que não permitem a circulação em segurança. A via permanecerá encerrada até que estejam reunidas as condições adequadas para a reposição da normal circulação, estando a situação a ser acompanhada pela Proteção Civil Municipal", divulgou ainda a autarquia do distrito de Viana do Castelo.

Em Ponte de Lima, também no distrito de Viana do Castelo, o comandante dos bombeiros, Carlos Lima, referiu à Lusa que o caudal do rio Lima estava a subir, mas ainda sem infraestruturas em risco.

A maioria das intervenções na segunda-feira à noite e madrugada de esta terça-feira para os bombeiros estiveram relacionadas com inundações em habitações e queda de árvores.

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"Temos dezenas de casas atingidas pela chuva intensa", apontou Carlos Lima, acrescentando que não foi necessário realojar moradores.

Na segunda-feira à tarde, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Monção, José Passos, tinha referido que o rio Minho galgou as margens.

O responsável adiantou ainda que os bombeiros iam continuar a monitorizar a subida do caudal do rio Minho, que divide Portugal de Espanha, devido à chuva prevista e da neve que começou a derreter.

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Portugal continental registou até às 20:00 de segunda-feira 713 ocorrências devido ao mau tempo, que afetaram sobretudo a região Norte e de Lisboa e Vale do Tejo.

Depois da depressão Ingrid, nos últimos dias, Portugal continental começou na segunda-feira a sentir os efeitos da depressão Joseph, com chuva, neve, vento e agitação marítima no Minho e Douro Litoral, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O instituto agravou na segunda-feira para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve e indicou que o estado do tempo previsto para a noite de terça para quarta-feira poderá "ter a necessidade de agravamento dos avisos emitidos", em especial os relacionados com o vento, aconselhando o acompanhamento das atualizações emitidas.

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