Vimioso denuncia duas descargas ilegais no rio Angueira

SEPNA da GNR encontra-se a investigar esta ocorrência numa zona classificada como Rede Natura 2000.

06 de abril de 2026 às 17:17
Descargas ilegais Foto: Lusa
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O presidente da Câmara de Vimioso denunciou à GNR duas descargas que considera ilegais no rio Angueira, numa área integrada na Rede Natura 2000 situada neste concelho do distrito de Bragança, disse esta segunda-feira o autarca.

Em declarações à agência Lusa, António Santos disse que informou o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR em Miranda do Douro e foi ainda informada, no domingo, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) sobre estas alegadas descargas ilegais no rio Angueira, numa extensão de cerca de um quilómetro.

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"A água apresenta uma cor escura acastanhada, ao longo de cerca de um quilómetro. O que acontece é que ninguém sabe a razão para esta coloração da água. Tanto quanto sei, a primeira descarga terá acontecido na sexta-feira e a segunda no domingo de Páscoa. No sábado a água ganhou alguma transparência", explicou o autarca social-democrata.

Segundo António Santos, os acontecimentos foram comunicados às autoridades e de momento o SEPNA da GNR encontra-se a investigar esta ocorrência numa zona classificada como Rede Natura 2000.

"Comuniquei ontem [domingo] os factos às autoridades, mas o SEPNA já tinha conhecimento e está a investigar, e tirará as conclusões necessárias após as averiguações em curso para se verificar as origens destas situações ilegais", disse o autarca de Vimioso.

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Segundo António Santos, as descargas aconteceram a montante da freguesia de Angueira, no concelho de Vimioso.

Fonte oficial da GNR contactada pela Lusa explicou hoje que foi feita uma denúncia a relatar possíveis descargas poluentes no rio Angueira.

De acordo com a mesma fonte, "o SPNA da GNR encontra-se a diligenciar para verificar os factos relatados", disse.

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Nuno Bilber, habitante de Angueira, disse que na sexta-feira "a água apresentava uma coloração cinzenta esverdeada e um cheiro idêntico ao de carne em decomposição".

"São descargas que aconteceram pela primeira vez neste curso de água e ainda não temos qualquer explicação para situação. Não temos nesta região unidades industriais com capacidade para este grau de poluição, o que nos deixa mais intrigados. Estas datas não são inocentes, já que se trata de período festivo e as autoridades poderão não estar em pleno funcionamento", explicou Nuno Bilber.

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