page view

Estradas intransitáveis obrigam ao fecho de duas escolas nas Caldas da Rainha

subida do nível dos leitos dos rios, que estão numa quota como há muito não se via é hoje a principal preocupação da autarquia.

05 de fevereiro de 2026 às 10:00

Duas escolas estão esta quinta-feira encerradas no concelho das Caldas da Rainha devido ao mau tempo e a Câmara prevê que outras venham a ter de ser encerradas por os acessos se encontrarem intransitáveis.

"As Escolas de Alvorninha e de A-dos-Francos encontram-se encerradas devido a problemas de acessibilidade e os serviços estão a fazer um levantamento de mais algumas em que deverá ser tomada a mesma medida", disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vitor Marques.

O autarca explicou que "a escola de Alvorninha já tinha alguns problemas de impermeabilização e um muro que estava a ser vigiado e que está hoje a ser avaliado".

No caso de A-dos-Francos, o fecho "deve-se à subida do leito do rio", que está a inundar algumas estradas.

A subida do nível dos leitos dos rios, que estão numa quota como há muito não se via" é hoje a principal preocupação da autarquia, que está a monitorizar "os efeitos sobre as estradas, sobretudo nas freguesias, onde os terrenos estão tão saturados que já não suportam mais água".

Os serviços municipais de proteção civil estão "também a controlar algumas edificações mais antigas, que na depressão Kristin perderam algumas telhas, e a avaliar se há estruturas em risco de colapsar", disse Vitor Marques.

No mesmo concelho, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas da Rainha informam que, devido a uma rotura de grande dimensão na Estrada Nacional 360 (Estrada da Foz), "o abastecimento de água se encontra comprometido".

Em comunicado, os SMAS precisaram que a ocorrência afeta diversos consumidores na área das Caldas da Rainha e na freguesia do Nadadouro, prevendo-se que "a reposição do abastecimento seja efetuada de forma faseada".

Desde a semana passada, na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, onze pessoas morreram em Portugal e centenas de outras ficaram feridas ou desalojadas.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8