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Correio da Manhã

Sociedade

Quase 20 concelhos em risco máximo de incêndio esta sexta-feira

Estado de alerta amarelo do País foi prolongado por questões meteorológicas.
Lusa 2 de Agosto de 2019 às 06:58
Bombeiros no combate aos fogos
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
Bombeiros
Bombeiros no combate aos fogos
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
Bombeiros
Bombeiros no combate aos fogos
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
Bombeiros

Quase duas dezenas de concelhos dos distritos de Castelo Branco, Guarda, Viseu, Portalegre, Santarém e Faro estão esta sexta-feira em risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que prevê vento forte nas terras altas.

De acordo com o IPMA, estão em risco máximo de incêndio os municípios de Tarouca (Viseu), Guarda e Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda), Covilhã, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Proença-a-Nova (Castelo Branco), Nisa e Gavião (Portalegre), Mação, Sardoal e Abrantes (Santarém) e Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Alcoutim e Castro Marim (Faro).

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado cerca de uma centena de concelhos do interior centro e norte e da região sul e em risco elevado outros tantos municípios do interior norte e centro do país, alguns do litoral centro e toda a região do Alentejo, num dia em que se prevê vento por vezes forte nas terras altas.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo o elevado o terceiro nível mais grave.

Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Na quinta-feira, a Proteção Civil prolongou o estado especial de alerta amarelo até segunda-feira devido à continuação de condições meteorológicas favoráveis ao risco de incêndio rural e anunciou o reforço de meios e da vigilância aérea e terrestre.

Os avisos da proteção civil são, por ordem crescente de gravidade, azul, amarelo, laranja e vermelho.

A informação foi prestada aos jornalistas pelo comandante adjunto operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil Pedro Nunes, que justificou a decisão de prolongar o estado de alerta amarelo com questões meteorológicas (vento e baixa humidade do ar) e com o facto de agosto ser o mês em que há mais afluxo de pessoas para o interior do país, o que aumenta o risco de ignições em meio rural.

Embora não se esperem temperaturas extremas até segunda-feira, prevê-se a manutenção das condições meteorológicas observadas nos últimos dias, num quadro de vento moderado a forte, quer diurno quer noturno, e humidade relativa baixa em toda a região sul do vale do Tejo e no interior norte, com especial incidência nos distritos de Castelo Branco e Guarda.

Para enfrentar estes fatores críticos, a Proteção Civil vai aumentar a vigilância aérea e terrestre, com recurso aos aviões de observação e vigilância que integram o dispositivo de combate a incêndios florestais, havendo ainda a intenção de recorrer aos 'drones' da Força Aérea para cumprir a missão em causa.

Na vigilância terrestre a vigilância vai ser reforçada com meios da GNR e da Força Aérea, antevendo-se mais "patrulhas espalhadas pelo território nacional", com maior incidência no interior do país. No total, haverá um reforço de 100 efetivos.

Segundo a Proteção Civil, o estado de alerta vai vigorar nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro

O IPMA prevê para hoje uma pequena subida da temperatura máxima nas regiões do interior norte e centro, com os termómetros a chegarem aos 35º (Castelo Branco). Já a temperatura mínima não deverá descer abaixo dos 12º (Viseu).

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