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Proteção Civil alerta para chuva forte no Algarve e pede que se evitem deslocações

Nas próximas 48 horas podem registar-se "60 a 90 milímetros de precipitação em 24 horas", chuva que vai estar acompanhada por "vento até 30 quilómetros por hora, com rajadas até 80 quilómetros por hora nas terras altas". 

10 de outubro de 2024 às 17:32

A Proteção Civil alertou esta quinta-feira a população do Algarve para episódios de vento e chuva "forte e muito frequente" que poderão causar cheias ou inundações, entre esta quinta-feira e sexta-feira, e pediu para só serem feitas deslocações essenciais.

O Centro de Coordenação Operacional Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) advertiu, num comunicado, que nas próximas 48 horas podem registar-se "60 a 90 milímetros de precipitação em 24 horas", chuva que vai estar acompanhada por "vento até 30 quilómetros por hora, com rajadas até 80 quilómetros por hora nas terras altas".

O alerta da Proteção Civil, que tem por base as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), aponta também para a ocorrência de trovoada e para a possibilidade de fenómenos extremos de vento, devendo as deslocações ser restringidas ao "mínimo essencial".

"De acordo com a informação disponibilizada pela APA [Agência Portuguesa do Ambiente], podem ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis, hoje [quinta-feira] e amanhã [sexta-feira]", pode ler-se no comunicado.

As chuvas fortes poderão afetar as ribeiras do distrito de Faro e causar "uma subida de caudais afluentes a Albufeira, Faro e Tavira", no sotavento (este), e Aljezur, no barlavento (oeste), refere também a Proteção Civil algarvia.

O agravamento das condições meteorológicas no Algarve previsto para as próximas 48 horas vai causar "episódios típicos das estações de transição, com a ocorrência das primeiras chuvas", que favorecem "inundações em zonas urbanas" por acumulação de águas pluviais e obstrução dos sistemas de escoamento e "cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água", como rios e ribeiras.

O arrastamento de objetos soltos para as estradas e o desprendimento de estruturas móveis ou mal fixadas, "por efeito de episódios de vento forte", são também situações para as quais a população deve estar alerta, acrescentou.

"A morfologia do solo e a hidrografia do Algarve proporcionam enxurradas, cheias e inundações, sempre que se verifiquem chuvas muito intensas e prolongadas. A existência de uma linha de costa extensa, e já por si fragilizada, pela aceleração do processo erosivo, implica especial cuidado face aos efeitos destrutivos dos fenómenos de inundações e galgamentos costeiros", sensibilizou.

A Proteção Civil pediu à população que adote comportamentos adequados ao agravamento meteorológico, como a "desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais", a retirada de objetos que possam ser arrastados ou obstaculizem a sua drenagem ou a fixação de estruturas soltas (andaimes, placards e outros elementos suspensos).

"Especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte", é outro dos conselhos da Proteção Civil, que pede aos automobilistas para executarem uma "condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água".

As zonas inundadas também não devem ser atravessadas para evitar arrastamento de pessoas ou viaturas, referiu ainda a Proteção Civil, pedindo à população uma "atenção redobrada às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança".

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