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Proteção Civil eleva estado de prontidão para o mau tempo para o nível máximo

Nível 4, o máximo na escala, "implica 100% da capacidade dos agentes de proteção civil disponível", sublinha ANEPC

03 de fevereiro de 2026 às 18:32

O comandante nacional de emergência e proteção civil alertou esta terça-feira para a situação meteorológica "muito complexa" prevista para os próximos dias, que obrigou a elevar o estado de prontidão do dispositivo para o nível mais elevado.

"Com base neste quadro meteorológico, o país foi elevado todo para o estado de prontidão especial 4, o mais elevado dos níveis que temos, o que implica 100% da capacidade dos agentes de proteção civil disponível", afirmou Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Face à situação meteorológica muito complexa que está prevista, o comandante nacional apelou às populações que tenham em atenção os fenómenos meteorológicos, como chuva e vento forte, agitação marítima com ondas que podem atingir os 11 metros, queda de neve e possibilidade de inundações.

Segundo referiu, tendo em conta os efeitos provocados pela depressão Kristin, estruturas e árvores "poderão sofrer alguma queda", o que faz com que se "continue a ter um problema" nas zonas que foram mais fustigadas pelo vento na última semana.

"Tudo isso forma um `cocktail´ complexo do ponto de vista da resposta", reconheceu o comandante nacional de emergência e proteção civil, ao salientar que as bacias e albufeiras que estão com níveis mais elevados -- e que mais preocupam neste momento - são as dos rios Douro, Vouga, Águeda, Mondego, Lis, Tejo, Sorraia e Sado.

O facto de os solos estarem muito saturados de água faz com que uma saída dos rios dos seus leitos normais possa atingir "velocidades de escoamento superficiais bastante significativas", o que deve constituir mais um alerta para as populações, salientou Mário Silvestre.

Referiu ainda que existe o "risco elevado" de inundações urbanas, porque a precipitação poderá ser bastante forte em cidades como Lisboa, sobretudo, nas zonas historicamente mais afetadas, referiu.

Perante essas previsões, vão continuar os pré-posicionamentos de meios dos agentes da Proteção Civil nas zonas que poderão ser mais atingidas, como no Douro, no Vouga, no Tejo e no Sorraia.

"Aqui será o potencial maior onde teremos de ter um conjunto de forças mais disponíveis", incluindo embarcações, equipamentos de bombagem de alta capacidade e meios de socorrer as populações em caso de necessidade, adiantou o comandante nacional de emergência e proteção civil.

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