Proteção Civil alertou esta terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira.
Mais de 14.300 ocorrências devido ao mau tempo foram registadas desde 27 de janeiro, com predominância de quedas de árvores e de estruturas e inundações, anunciou esta terça-feira a proteção civil.
O comandante nacional de emergência e proteção civil, Mário Silvestre, informou em conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que desde as 16h00 de 27 de janeiro até às 16:00 desta terça-feira o total de 14.339 ocorrências registadas mobilizou 48.850 operacionais apoiados por 18.509 meios terrestres para dar resposta aos efeitos das depressões que têm afetado Portugal.
Questionado sobre a capacidade de resposta dos operacionais, depois da devastação provocada pela depressão Kristin, o comandante nacional da ANEPC admitiu existir cansaço entre os agentes de proteção civil, mas garantiu que a capacidade de resposta não sai prejudicada.
"As equipas no terreno são constantemente rendidas, há um esforço significativo na rendição e na gestão do esforço, todos os operacionais estão no terreno para garantir que se mantém o ritmo normal de trabalho", explicou.
Mário Silvestre disse ainda que poderá haver novo comprometimento de algumas infraestruturas, incluindo a rede elétrica, com a passagem da Depressão Leonardo, mas garantiu que existem recursos para fazer face aos efeitos do mau tempo.
A Proteção Civil alertou esta terça-feira para a possibilidade de inundações em zonas urbanas, cheias, derrocadas e acidentes em zonas costeiras, até quinta-feira, devido à passagem da depressão Leonardo por Portugal continental.
A partir da tarde desta terça-feira é esperada chuva forte e persistente, vento forte com rajadas até 75 quilómetros por hora no litoral a sul do Cabo Mondego (perto da Figueira da Foz, no distrito de Leiria) e até 95 quilómetros por hora nas serras do Sul.
Mário Silvestre disse ainda na conferência de imprensa que a proteção civil já realizou um "conjunto de evacuações preventivas, ou de realojamento em casas familiares, da população que, naquelas zonas onde, historicamente, nós já sabemos que podemos ter problemas com este tipo de precipitação, para zonas seguras".
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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