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O mau tempo não vai dar tréguas: IPMA prevê período prolongado de chuva a partir de domingo

Zonas mais afetadas deverão ser o norte e centro do País.

30 de janeiro de 2026 às 19:28

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê um período prolongado de chuva na próxima semana em todo o território continental, mas sobretudo no norte e centro, regiões atingidas pelo mau tempo nos últimos dias.

"Temos uma previsão que nos está a indicar que vamos ter um período prolongado de precipitação a partir de domingo", adiantou Nuno Lopes, do IPMA, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.

Segundo o meteorologista, para sábado está prevista pouca precipitação, mas a partir de domingo deverá chover todos os dias praticamente em todo o território nacional, mas, sobretudo, no norte e no centro, regiões "onde já tem chovido muito ao longo dos últimos dias".

"Temos previsões que indicam que vamos ter mais de 160 milímetros (160 litros por metro quadrado) distribuídos ao longo da semana na parte norte do território, mas também a parte sul será afetada", adiantou Nuno Lopes, referindo que as previsões apontam ainda para agitação marítima forte a partir do início da próxima semana, com queda de neve e alguns episódios de vento.

"O que se espera é uma semana que provavelmente iremos classificar como muito chuvosa", disse Nuno Lopes, ao realçar que as previsões para a próxima semana não apontam para uma intensidade semelhante à registada com a depressão Kristin.

"A tempestade Kristin que nos atingiu, tendo em conta o enquadramento que fizemos, poderá ter sido, provavelmente, a mais forte desde que temos registos", salientou Nuno Lopes.

Adiantou que se espera "muita precipitação" ao longo da próxima semana, ou seja, um tempo invernoso, mas "sobre um território que já de si apresenta fragilidades e que teve um dezembro que foi o sétimo mais chuvoso desde o início do século".

Nuno Lopes alertou ainda que estão previstos "alguns episódios de vento pontualmente forte", que deverão ser enquadrados em avisos amarelos, mas, com as "fragilidades que o território apresenta", poderão ter impactos superiores.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00h00 de quarta-feira até às 23h59 de dia 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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