Entre as comemorações encontram-se a tradicional corrida do Dia do Trabalhador, com partida e chegada no Estádio 1.º de Maio.
A CGTP e a UGT esperam esta sexta-feira a adesão de milhares de trabalhadores às iniciativas que têm agendadas em todo o país e preparam o anúncio de novas formas de luta, com a greve geral em cima da mesa.
Para assinalar o 1.º de Maio as duas centrais têm dezenas de iniciativas previstas de Norte a Sul do país, desde intervenções político-sindicais, 'workshops', corridas e momentos sindicais.
"Temos mais de 33 iniciativas em todas as regiões do país, que vão contar com milhares de trabalhadores e têm objetivos concretos, que são denunciar as dificuldades com que os trabalhadores se deparam, a brutalidade do aumento do custo de vida, do cabaz alimentar dos preços dos combustíveis e falta de resposta e a inércia do Governo perante isto", adiantou à Lusa o secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira.
A intersindical garantiu que os trabalhadores vão também lutar pela "derrota do pacote laboral" e antecipou "ruas, praças e avenidas repletas de trabalhadores", dando seguimento aos últimos nove meses de luta.
Tiago Oliveira avançou ainda que a CGTP vai apresentar aos trabalhadores um conjunto de formas de luta e não descartou a possibilidade de convocar uma nova greve geral.
"Aquilo que a CGTP esteve a discutir no seu conselho nacional é que perante a dimensão do ataque, maior terá de ser a resposta. A CGTP vai colocar diante dos trabalhadores este objetivo de continuar a luta", afirmou.
Questionado se vão avançar com a marcação de uma greve geral, Tiago Oliveira disse apenas que essa será uma das formas de luta em cima da mesa, tal como esteve ao longo dos últimos meses.
Entre as comemorações encontram-se a tradicional corrida do Dia do Trabalhador, com partida e chegada no Estádio 1.º de Maio.
A partir das 14h40, haverá um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, onde será promovido um comício sindical, que terá como orador principal Tiago Oliveira.
Já na Avenida dos Aliados, no Porto, haverá uma manifestação, a partir das 15:00, e está prevista a intervenção do coordenador da União de Sindicatos do Porto e membro da Comissão Executiva da CGTP, Filipe Pereira.
No Porto, na Avenida dos Aliados, a partir das 15:00, haverá uma manifestação, onde intervirá Filipe Pereira, coordenador da União de Sindicatos do Porto e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN.
Por sua vez, a UGT vai assinalar do 1.º de Maio com um conjunto de iniciativas no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, adiantou que as comemorações têm início, pelas 10:30, com a realização da corrida UGT, que contará "com larguíssimas centenas de participantes".
Durante a tarde, além de atuações de tunas académicas e de ranchos folclóricos, decorrem as intervenções político-sindicais do presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, da presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, e do secretário-geral da central sindical, Mário Mourão. O dia termina com as atuações musicais de Quim Barreiros e de Buzz Killers.
"Este ano não me atrevo a dar um número de adesão. Acho que a participação vai ser muito superior porque estamos a viver um momento um bocado conturbado e, pelos contactos que temos tido de trabalhadores não sindicalizados, é natural que tenhamos muito mais gente", apontou Sérgio Monte.
O secretário-geral adjunto da UGT sublinhou que o 1.º de Maio "é sempre um dia de festa, mas também de luta", em que as centrais sindicais apresentam as suas propostas e reivindicações.
Contudo, este ano tem uma especial relevância devido às negociações em torno do pacote laboral.
"Estamos a pensar reiterar a nossa proposta que foi entregue e que o Governo conhece bem. É uma proposta de alteração ao Código de Trabalho. Há matérias que constam da nossa resolução em que pouco ou nada se evoluiu e estão a condicionar o acordo", apontou.
Entre os pontos enumerados na resolução da UGT estão a manutenção da reintrodução do banco de horas individual, a não aplicação de convenções coletivas aos trabalhadores em 'outsourcing', a manutenção da generalização dos serviços mínimos da greve e das restrições à atividade sindical.
Em 23 de abril, a ministra do Trabalho instou a UGT, que chumbou a última versão do pacote laboral, a "mostrar que quer efetivamente uma aproximação" e disse que vai convocar uma reunião de Concertação Social para 7 de maio para encerrar o processo negocial.
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