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17 mil professores procuram escola

Fenprof assegura que Ministério da Educação tem milhares de docentes prontos para dar aulas

12 de outubro de 2014 às 12:39

O Ministério da Educação tem uma reserva de quase 17 mil professores sem trabalho que podem ser colocados de imediato nas escolas, avançou ao Correio da Manhã o secretário-geral da Fenprof. Mário Nogueira recordou que "no início do processo havia 36 600 candidatos, entre os quais os oito mil que o Governo excluiu por não terem realizado a prova de avaliação". "Dos cerca de 28 mil sobrantes, foram entretanto contratados cerca de 11 mil", acrescentou Mário Nogueira.

A necessidade de mais contratações surge um mês após o início do ano escolar e quando perto de 400 mil alunos esperam pela próxima quarta-feira para conhecer alguns dos professores em falta. Perante os atrasos na colocação de professores, o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, reconheceu a necessidade de haver aulas de compensação. 

O caos na educação resulta em que só nos concelhos de Sintra, Amadora e Matosinhos faltem mais de 500 professores, de acordo com os últimos números disponibilizados pelas autarquias. O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, estima que "haja 20 mil alunos sem aulas".

Há professores colocados em 70 escolas

O mecanismo de colocação de professores, através da Bolsa de Contratação de Escola, permite que um mesmo docente seja colocado em simultâneo em várias escolas de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária e com contrato de autonomia. Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, referiu que "surgem situações de 70 colocações, o que teoricamente é possível, pois cada professor podia concorrer para 304 escolas diferentes".

Esta possibilidade leva a que só na terça-feira, após os professores terem concluído o processo de aceitar o lugar, os diretores saibam os profissionais que terão ao serviço. Isto apesar de o Ministério da Educação já ter preenchido 4368 vagas.

Colégios reclamam verbas

Os colégios com alunos de ensino especial acusam o Governo de sufocar o funcionamento das instituições de ensino. Em causa está a não atualização do contrato assinado com aquelas escolas que, durante o último ano letivo, foram recebendo alunos transferidos das escolas públicas, divulgou a rádio TSF.

Fernanda Martins, diretora do Externato Alfredo Binet, disse que o argumento avançado pelo "Ministério da Educação é que falta assinar no Ministério das Finanças, e sem portaria não nos pode pagar a verba em falta".

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