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Correio da Manhã

Sociedade
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1800 milhões para certificados

O programa ‘Novas Oportunidades’, criado em 2005 pelo então primeiro-ministro José Sócrates, custou 1790,5 milhões de euros nos últimos seis anos, factura suportada, na sua grande maioria, por verbas comunitárias, as mesmas que estão a chegar ao fim.
19 de Maio de 2012 às 01:00
O programa ‘Novas Oportunidades’ foi criado em 2005  pelo governo de José Sócrates
O programa ‘Novas Oportunidades’ foi criado em 2005 pelo governo de José Sócrates FOTO: José Coelho/Lusa

No topo da equação estão os cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) que custaram 1056,8 milhões de euros, seguidos pelas Formações Modelares (398,5 milhões de euros) e pelos Centros de Novas Oportunidades (CNO), responsáveis pelo Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, que somam 335,2 milhões de euros.

Apesar da dimensão do investimento público, do qual resultaram cerca de 400 mil adultos certificados, os efeitos em termos de empregabilidade e remuneração são "reduzidos ou praticamente nulos", de acordo com a secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, com base num estudo desenvolvido pelo Instituto Superior Técnico.

"Em face destes resultados temos condições para a tomada de decisões políticas fundamentadas", declarou Isabel Leite, apoiada pelo ministro da Educação, Nuno Crato: "Queremos rentabilizar o investimento que é feito na formação de adultos com o que, de facto, dá resultado e traz qualificação", através da revisão da oferta formativa, da reestruturação dos CNO e da formação de adultos.

Assim, a partir do próximo ano lectivo, a formação e ensino de adultos será feita através de cursos de dupla certificação, com formações focadas na aquisição de capacidades práticas e no ensino recorrente, que agora é recuperado para os adultos que queiram concluir o ensino secundário e/ou prosseguir os estudos. Segundo a governante, "a formação sai dos CNO e fica, no caso da formação profissional, a cargo das entidades certificadas, e, no caso da formação escolar, à responsabilidade das escolas".

MINISTÉRIO ANUNCIA 115 AGRUPAMENTOS

O Ministério da Educação anunciou ontem a criação de 115 agregações de escolas para o próximo ano lectivo, cuja dimensão varia entre os 3105 alunos no agrupamento da Delfim Santos e Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, e 889 no agrupamento de Escolas de Vila Nova de São Bento e Escola Secundária de Serpa. Segundo a tutela, a primeira fase do processo resulta de um "amplo consenso", e teve em conta "a geografia, a população escolar e os recursos humanos".

NOVAS OPORTUNIDADES SÓCRATES CUSTOS
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