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Correio da Manhã

Sociedade
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Negócio das flores cai com arranjos caseiros

Chuva afastou muitos fiéis dos cemitérios.
Ana Silva Monteiro e Cláudia Machado 2 de Novembro de 2015 às 10:10
Dia de Todos os Santos não é feriado desde 2013
Dia de Todos os Santos não é feriado desde 2013 FOTO: Vitor Mota
Para cumprir a tradição sem ter de abrir os cordões à bolsa, cada vez mais vazia, muitos portugueses optaram por trazer de casa os arranjos de flores com que enfeitaram este domingo, Dia de Todos os Santos, as campas de amigos e familiares. Por anteceder o Dia de Finados, assinalado esta segunda-feira, a data era considerada um dos motores do negócio das floristas, que nem São Pedro ajudou.

"Há menos pessoas e não se vendem tantas flores, até porque já fazem arranjos em casa", lamenta Lurdes Moreira, florista no cemitério de Agramonte, Porto, onde o mau tempo acabou por dar tréguas durante o dia.

Já Lisboa não teve a mesma sorte, com a força dos céus a afastar muitos fiéis dos cemitérios. "A chuva não ajuda nada. O negócio vai-se degradando e as pessoas procuram as flores mais baratas", conta Maria Carvalho, que faz negócio no cemitério de Benfica há mais de 20 anos. António Meixedo enterrou o filho há 30 anos e não há um ano em que deixe passar a data. "É a nossa forma de mostrar que nunca esquecemos quem partiu", explica o reformado, que gasta entre "10 a 15 euros em flores".

Beja também cumpriu a tradição sob influência do mau tempo. Centenas visitaram o cemitério para prestar homenagens. "É a única coisa que podemos fazer, devido à saudade. Venho acender uma vela e deixar flores", disse Mariana Rafael. *com F.P.C.

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