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Correio da Manhã

Sociedade
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Doente pede ajuda no Porto

Maria da Glória, de 66 anos, respira com ajuda de uma máquina.
Ana Silva Monteiro e Sérgio Pereira Cardoso 30 de Novembro de 2015 às 08:30
Vive em casa semidevoluta
Vive em casa semidevoluta FOTO: CMTV

Maria da Glória tem 66 anos e há 16 que sofre de uma insuficiência respiratória. Respira com assistência de uma máquina e vive apenas com os dois netos numa casa semidevoluta, numa ilha de Campanhã, na cidade do Porto.

Para aceder à habitação, Maria da Glória tem de subir nove degraus, estreitos e altos – 55 centímetros por 32 de altura. A porta é agora feita de tábuas, já que os vidros se partiram. Chove no interior e as paredes estão negras de humidade. "Gostava de ter uma casa com o mínimo, perto daqui, para ficar com os meus netos [17 e 21 anos] e continuar a ter a ajuda de uma vizinha", referiu Maria da Glória, que recebe 300 euros de reforma, mas parte vai para a conta da luz – a máquina, que anda sempre com a sexagenária, tem de ser ligada à corrente.

A mulher alberga os netos – a mais velha começou a trabalhar e o irmão estuda –, que lhe foram entregues ainda crianças. Fonte oficial da câmara remeteu para esta segunda-feira resposta em relação ao caso, mas referiu que há centenas de pedidos de casa nova na cidade.

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