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Correio da Manhã

Sociedade
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Urgências atingem o limite

Hospital Amadora-Sintra pede ao INEM para não enviar doentes.
Cláudia Machado 5 de Janeiro de 2016 às 01:00
Maria do Rosário Silva, 47 anos, morreu após duas idas ao hospital de Setúbal
Maria do Rosário Silva, 47 anos, morreu após duas idas ao hospital de Setúbal FOTO: Vasco Neves
As urgências hospitalares continuam a mostrar sinais de rutura. A situação complicou-se esta segunda-feira no Hospital Amadora-Sintra, que voltou a ativar o plano de contingência, pedindo ao INEM para não enviar mais doentes.

Ao final da tarde, as urgências do Amadora-Sintra já tinham recebido mais de 400 utentes. "Atingimos o patamar de 80 doentes acamados no Serviço de Observações e pedimos ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes [dispositivo do INEM] para que encaminhasse os próximos casos para Santa Maria, em Lisboa", explicou fonte do hospital.

Esta segunda-feira, os familiares da mulher de 47 anos que morreu após duas idas à urgência do Hospital de São Bernardo, em Setúbal, deslocaram-se àquela unidade para recolher os relatórios médicos. "Disseram-nos que não tínhamos habilitações de herdeiros e não pudemos trazer o processo", disse Paulo Silva, irmão de Maria do Rosário. Ao CM, o Hospital de São Bernardo disse que "foi decidido instaurar um processo de averiguações."

Também a morte de David Duarte (o jovem de 29 anos morreu em 14 de dezembro no hospital de São José, Lisboa, à espera de médicos para ser operado a uma rutura de aneurisma cerebral) continua a aguardar o apuramento de responsabilidades. A Entidade Reguladora da Saúde decidiu abrir um inquérito à unidade hospitalar – em julho de 2015 a ERS tinha recomendado ao São José que transferisse doentes com rutura de aneurisma cerebral para outras unidades com capacidade cirúrgica ao fim de semana. O hospital não cumpriu.
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