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Mais dez dias sem chuva agravam seca extrema

Até dia 20 não há a previsão de precipitação. Situação que levanta maiores preocupações no abastecimento a Viseu.

11 de novembro de 2017 às 01:47

A seca extrema que atinge o País vai agravar-se nos próximos dez dias. Isto porque, de acordo com a previsão mensal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a chuva virá só depois do dia 20. Na semana que termina a 26, a indicação é de precipitação acima dos valores habituais para a época do ano.

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Mais dez dias sem chuva agravam seca extrema

É na região de Viseu que a falta de chuva assume maior gravidade, perante a necessidade de abastecer cerca de 130 mil habitantes. Num último recurso, a cidade vai recorrer ao abastecimento por comboio a partir do Entroncamento. No Algarve, os efeitos nefastos da seca são também bem visíveis.

No concelho de Alcoutim e no Ameixial, no concelho de Loulé, vários produtores de gado temem que a pouca água existente nas charcas da ribeira do Vascão, onde levavam os animais a beber, possa estar contaminada e ligada à morte de vários animais.

"A ribeira está poluída e, agora que há menos água, nota-se mais que está suja e estragada, e faz mal aos animais que a bebem", disse ao CM Nuno Luís, criador de gado caprino da zona de Martim Longo, em Alcoutim. Celso Teixeira, criador com mais de uma centena de ovelhas, já viu morrer perto de 20 cabeças de gado sem causa aparente.

"Trouxe o gado aqui a beber água e ao fim de uns meses apareceram mortas, suponho que devido à água", explica.

A situação já levou a Associação de Produtores do Nordeste Algarvio Cumeadas a denunciar a possível contaminação das charcas da ribeira do Vascão, cuja água apresenta "um cheiro esquisito e sedimentos negros". "Queremos saber se a água está poluída e se a poluição é de causa biológica ou química", refere ao CM o dirigente da associação, Valter Luz, que enviou ofícios à Agência Portuguesa do Ambiente, Direção Regional de Agricultura e GNR.

Alimento para gado perto do limite 

A falta de pastagens e de água levou a Associação de Agricultores do Distrito de Portalegre a alertar para a possibilidade de os animais, sobretudo os bovinos, poderem vir a apresentar "carência" de nutrientes, o que coloca os animais mais vulneráveis a parasitas e bactérias e afeta a fertilidade.

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