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Correio da Manhã

Sociedade

DGS lança manual para "utilização adequada" dos cabazes alimentares

Objetivo é "qualificar as famílias para uma confeção adequada, para a utilização racional das quantidades".
Lusa 12 de Dezembro de 2017 às 14:19
Cabazes alimentares
Cabazes alimentares
Cabazes alimentares
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Cabazes alimentares
Cabazes alimentares
A Direção-Geral da Saúde (DGS) lançou esta terça-feira um manual de orientação para a "utilização adequada" dos cabazes alimentares que começaram a ser distribuídos há um mês pelo Estado a famílias carenciadas.

"Este manual destina-se aos técnicos de saúde, de educação e de ação social que trabalham na área, mas também às famílias e entidades que recebem estes apoios. Através dele faz-se a pedagogia da utilização adequada dos alimentos disponibilizados regularmente", refere a DGS em comunicado.

Segundo a DGS, o objetivo é "qualificar as famílias para uma confeção adequada, para a utilização racional das quantidades e processos de conservação, evitando desperdícios, e ainda para a promoção de ementas variadas, nutricionalmente equilibradas e adaptadas aos gostos de cada família".

O manual tem "uma linguagem simples" e muitas imagens e esquemas que permitem "uma fácil compreensão da mensagem".

As primeiras entregas de cabazes alimentares, que vieram substituir as cantinas sociais criadas no período de crise pelo governo PSD-CDS-PP, ocorreram no passado dia 7 de novembro, disse esta terça-feira à Lusa uma fonte do Ministério do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social.

Este modelo de apoio alimentar, desenhado pelo Programa Operacional de Apoio às Pessoas mais Carenciadas, visa apoiar duplamente as famílias mais carenciadas, através do fornecimento de alimentos nutricionalmente adequados e capacitando as famílias para melhor gerirem os alimentos que recebem ou adquirem diariamente

Segundo a fonte do Ministério, o modelo de execução do programa no país assenta numa rede de 135 parcerias distribuídas por todo o território, que integram mais de 600 entidades com a responsabilidade de armazenar os alimentos destinados ao território onde atuam e de proceder à sua distribuição pelas pessoas carenciadas.

O programa está vocacionado fundamentalmente para pessoas com capacidade para cozinhar, pelo que estas entidades são ainda financiadas para desenvolver ações de acompanhamento dos destinatários do Programa, como o propósito, entre outros, de melhorar as suas competências no domínio da nutrição e confeção alimentar, adiantou a mesma fonte.

Os alimentos disponibilizados foram recomendados pelos técnicos do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, "algo inédito na relação entre a Saúde e a Segurança Social", adianta a Direção-Geral da Saúde.

"Até muito recentemente, os modelos de apoio alimentar existentes não tinham como referência a qualidade nutricional e adequação da alimentação fornecida", sendo muitas vezes os alimentos distribuídos "pouco interessantes do ponto de vista nutricional".

A DGS sublinha ainda que "os alimentos que mais se encontravam em falta" nestas famílias não correspondiam habitualmente aos alimentos distribuídos, como por exemplo os produtos hortícolas, a carne e o pescado.

Segundo o Governo, cerca de 60 mil pessoas vão receber cabazes alimentares, que integram na sua composição carne, peixe e legumes congelados, com o objetivo de cobrir as suas necessidades nutricionais diárias em 50 por cento.
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