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Correio da Manhã

Sociedade
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Câmara do Barreiro disposta a servir de mediadora entre Soflusa e mestres

Para a autarquia, a resolução do problema "não é uma prioridade, mas sim uma urgência".
Lusa 29 de Maio de 2019 às 09:09
Embarcação da Soflusa
Catamaran da Soflusa no Tejo
Barcos da Soflusa
Embarcação da Soflusa
Catamaran da Soflusa no Tejo
Barcos da Soflusa
Embarcação da Soflusa
Catamaran da Soflusa no Tejo
Barcos da Soflusa
O presidente da Câmara do Barreiro afirmou esta quarta-feira que "não se pode adiar mais" a resolução do conflito entre a Soflusa e os mestres da empresa de transporte fluvial, disponibilizando-se para servir de mediadora entre as partes.

"Toda a gente já percebeu que o problema que existe não é novo, mas está-se a agudizar. E esta é a janela de oportunidade de se resolver já: a câmara municipal está completamente à disposição para servir de mediadora entre os sindicatos, empresa e o Ministério do Ambiente", disse à Lusa Frederico Rosa (PS).

Desde o dia 10 de maio que as ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa têm registado várias perturbações devido à falta de mestres, situação que se mantém no dia desta quarta-feira, com várias carreiras a serem suprimidas entre as 14h25 e as 20h55.

Na visão do autarca, a resolução do problema "não é uma prioridade, mas sim uma urgência", até porque os maiores prejudicados são os utentes, com as constantes supressões nas horas de ponta.

O cenário piorou com a paralisação parcial de dois dias, que ocorreu no final da semana passada, e com a greve às horas extraordinárias, que se iniciou no dia 23 de maio e se deve prolongar até ao final do ano.

"Não se pode adiar mais o acordo entre empresa e sindicatos. No fim da linha tem que se servir o que de mais importante temos, que são os nossos cidadãos, são eles que estão a sentir na pele os problemas negociais", advertiu.

Na segunda-feira, dia em que existiram dezenas de supressões, a agência Lusa esteve no terminal do Barreiro, no distrito de Setúbal, e falou com vários utentes que se mostraram "cansados" de toda esta situação.

Apesar de os mestres e sindicatos responsabilizarem a empresa pela falta de contratação de novos profissionais, em que 17 pessoas "estão a fazer o trabalho de 24", o presidente do Barreiro considerou que "não é a hora de encontrar culpados, mas sim de resolver".

"Ninguém está isento de responsabilidade e, se a responsabilidade é de todos, a resolução também tem que partir de todos. Toda a gente tem que pôr os pés no chão e encarar o problema", frisou.

Através de uma conversa entre todas as partes, com a mediação da autarquia, Frederico Rosa espera que seja possível impedir a nova greve parcial, de três horas por turno, convocada para a semana de 03 e 07 de junho.

Na terça-feira, o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, disse à Lusa que os mestres da Soflusa querem uma vantagem salarial apenas para a sua categoria e não estão a cumprir o acordado.

O governante referiu que a greve está a causar problemas a milhares de pessoas, pelo que "devia prevalecer o interesse coletivo" e os mestres "deviam suspender esta greve e voltar à conversa".

Também na terça-feira, a Soflusa anunciou que vai entrar em vigor um novo horário a partir de 08 de junho, o qual será praticado "até ser retomada a normalidade de serviço" na ligação fluvial.
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