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Dois serviços pediátricos de Coimbra certificados pelo ministério da Saúde

Em 2018, o serviço realizou 15.533 consultas, distribuídas por 11 tipos diferentes das três áreas que abrange, liderando nesta área a nível nacional.
Lusa 28 de Agosto de 2019 às 09:48
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra FOTO: Ricardo Almeida
O Centro de Desenvolvimento da Criança e o Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do Hospital Pediátrico do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), os dois principais serviços pediátricos, foram certificados pelo ministério da Saúde.

Criado em 1979, o Centro de Desenvolvimento da Criança é um serviço multidisciplinar, que tem como especificidade o facto de ter três áreas da pediatria a trabalhar em conjunto: neurodesenvolvimento, neuropediatria e doenças hereditárias do metabolismo.

"Temos de diferente o facto de reunirmos três unidades funcionais muito relevantes na área pediátrica", salientou a diretora, Guiomar Oliveira, frisando que o centro se caracteriza por ter uma equipa multidisciplinar.

Em 2018, aquele serviço realizou 15.533 consultas, distribuídas por 11 tipos diferentes das três áreas que abrange, liderando nesta área a nível nacional.

As suas consultas representam um quarto das consultas de pediatria e cerca de 20% de todo o ambulatório no Hospital Pediátrico de Coimbra.

O número de consultas não tem parado de aumentar e cresceu 10% de 2017 para 2018, acrescentou Guiomar Oliveira.

A hiperatividade e o autismo estão entre os primeiros quatro géneros de consultas mais frequentes, logo seguidas da epilepsia e metabolismo.

O Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do Hospital Pediátrico, reconhecido em março de 2016, possui também um polo para adultos e tem capacidade para prestar cuidados a doentes de qualquer faixa etária, incluindo grávidas e recém-nascidos.

Coordenado pela médica Luísa Diogo, trata-se de um dos cinco centros de referências nacionais nesta área e integra a Rede Europeia de Doenças Hereditárias do Metabolismo, além de ter sido cofundador da Sociedade Portuguesa de Doenças Metabólicas e integrar os seus corpos sociais.

Luísa Diogo salienta que as doenças raras "são muito diversificadas" e estão a aumentar em face da evolução da capacidade de diagnóstico, embora exista uma limitação na região Centro que passa pela sua dimensão territorial, que abrange apenas cerca de dois milhões de pessoas.

A coordenadora do centro defende que os "doentes raros têm de ser financiados de acordo com os diagnósticos e não pelo número de consultas que geram".

A atividade assistencial dos doentes com Doenças Hereditárias Metabólicas realiza-se predominantemente em ambulatório, embora o serviço acompanhe os doentes que precisam de internamento ou estejam na Unidade de Cuidados Intensivos e dê apoio de consultoria a todos os serviços do CHUC e a outras instituições de saúde da região Centro.

O presidente do Conselho de Administração do CHUC, Fernando Regateiro, salientou à agência Lusa que "para a certificação do Centro de Desenvolvimento da Criança e do Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo concorreram, decisivamente, os elevados padrões de exigência e qualidade dos seus profissionais".

"A certificação é um valioso reconhecimento da qualidade de uma organização e cultura centrada no doente e nos profissionais", frisou o responsável, destacando que "a outorga de certificação promove a confiança dos cidadãos nos serviços".
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