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Corpos por reclamar aumentaram em 2020

Lisboa com 135 funerais de indigentes até setembro, numa subida de 22,7% em relação ao ano passado.

02 de dezembro de 2020 às 01:30

Abril, com 24 serviços fúnebres, foi o mês com maior número de cerimónias deste tipo, num aumento acentuado face ao ano passado, quando, no mesmo mês, foram registados oito funerais sociais, na capital. A lei atribui às autarquias o enterro dos corpos que ninguém reclama. Em Lisboa, o município estabeleceu um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia para a realização das exéquias.

A Câmara do Porto realiza os serviços fúnebres de indigentes em dois cemitérios municipais. Este ano, no Prado do Repouso ainda não houve nenhum funeral social e, em 2019, registou-se apenas um. Já no cemitério de Agramonte o cenário nesta matéria é diferente: em 2019, contou 31 enterros e, até à data, registou duas dezenas, este ano.

No Algarve, quando o óbito é inesperado e, sobretudo, se quem morre vive sozinho e não foi procurado por ninguém, abre-se caminho a uma autêntica investigação. Realizada a autópsia, o Centro Hospitalar do Algarve contacta “autoridades policiais e embaixadas”, explicou fonte do hospital. Entre os dez concelhos do País com maior percentagem de população estrangeira, oito ficam na região - representam, pelo menos, um em cada quatro dos residentes em Vila do Bispo, Albufeira e Lagos. No ano passado, a Câmara de Faro procedeu à inumação de 21 indigentes. Este ano, já foram 14.

Em Coimbra, há seis anos que não há necessidade de avançar para a realização de qualquer funeral deste tipo.

Pormenores

Nados-mortos

Entre os indigentes, há dezenas de nados-mortos, crianças nascidas sem vida que os pais se recusam a trazer do hospital para não enfrentar a dor do velório.

Carência económica

Há casos em que os familiares do morto até são encontrados e informados do óbito mas, por falta de condições, alegam não poder acarretar com os custos das cerimónias fúnebres.

Não reclamados

Os enterros assumidos pelas câmaras municipais são referentes a cadáveres que permaneçam 30 dias no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses ou nos hospitais sem terem sido reclamados.

Misericórdia assegura funerais desde 1498

A Misericórdia de Lisboa foi fundada em 1498 e teve, desde logo, a missão de enterrar os mortos indigentes da capital, que naquela época dos Descobrimentos e viagens existiam em maior número.

Cerimónia religiosa e acompanhamento

A parceria entre a Câmara de Lisboa e a Santa Casa foi formalizada em 1955. Desde então, a Irmandade de São Roque é a responsável por acompanhar o defunto e realizar o ato religioso.

Negam a morte e não enterram familiares

A psicóloga Patrícia Palma nota ao CM que há várias razões para virar as costas ao enterro de um ente querido: “No caso de um feto, passa pela negação do que aconteceu. No adulto, a relação distante e conturbada.”

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