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Correio da Manhã

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Sindicato recusa serviços mínimos para garantir refeições e alunos na escola

Não aceitámos. Não há acordo", disse Ana Baú, acrescentando que agora será "criado um conjunto de juízes para fazer um colégio arbitral".
Lusa 20 de Janeiro de 2023 às 17:58
Professores mantêm greve e defendem que estão a lutar no interesse dos alunos e da escola pública
Professores mantêm greve e defendem que estão a lutar no interesse dos alunos e da escola pública
O Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP) recusou esta sexta-feira a proposta do ministério da Educação de serviços mínimos que permitam ter as escolas abertas, dar refeições e acolher alunos com necessidades educativas especiais, revelou fonte sindical.

Depois de duas horas e meia numa reunião pedida pelo Ministério da Educação para a definição de serviços mínimos nas escolas enquanto decorrem as greves, Ana Baú revelou aos jornalistas que o sindicato recusou a proposta da tutela e que o assunto seguirá agora para um colégio arbitral.

"Não aceitámos. Não há acordo", disse Ana Baú, acrescentando que agora será "criado um conjunto de juízes para fazer um colégio arbitral".

A convocatória do ministério surge na sequência da apresentação de mais um pré-aviso de greve para a primeira semana de fevereiro pelo STOP, que iniciou as greves nas escolas no início de dezembro do ano passado.

Segundo Ana Baú, o ministério defendia serviços mínimos para "assegurar a abertura das escolas assim como a segurança dos alunos, as refeições e assegurar também a situação dos alunos com necessidades educativas especiais".

O STOP é contra a definição de serviços mínimos nas escolas e defende que a situação se resolverá quando houver cedência por parte do ministério às reivindicações dos professores.

Entre as exigências do STOP está a recuperação integral do tempo de serviço congelado, o fim do acesso aos 5.º e 7.º escalões, o fim da precariedade e um aumento salarial mínimo de 120 euros.

Os professores iniciaram no final de dezembro um conjunto de greves, que se mantêm com data indeterminada, tendo decorrido esta semana a terceira ronda negocial no ministério da Educação para debater um novo modelo de contratação e colocação dos professores.

Os sindicatos presentes nas reuniões foram unânimes a recusar as novas propostas da tutela e reafirmaram que irão continuar em luta.

Além a greve do STOP está também a decorrer uma greve convocada pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e outra por distritos que foi organizada por uma plataforma de sindicatos, da qual faz parte a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

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