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Correio da Manhã

Sociedade
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30% das mulheres sem rendimentos

Uma em cada três mulheres que abortaram durante o ano passado não tinha rendimentos (16% estava desempregada e 16% a estudar). Os dados oficiais agora divulgados mostram ainda que a Clínica dos Arcos, em Lisboa, é a unidade onde foram feitas mais interrupções voluntárias da gravidez (IVG), com quase cinco mil casos atendidos.
17 de Fevereiro de 2009 às 00:30
A Clínica dos Arcos, em Lisboa, foi a que realizou mais abortos
A Clínica dos Arcos, em Lisboa, foi a que realizou mais abortos FOTO: Sérgio Lemos

Apesar de a maioria dos abortos ter sido feito no público (71%), a clínica espanhola é de longe a que mais mulheres atendeu – quase 14 abortos por dia. A seguir, com menos de metade, surge a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa (1406 abortos). As outras duas privadas ficaram-se pelos 185 casos (Clínica de Oiã, em Aveiro) e 56 (Hospital dos SAMS, em Lisboa). Destes casos, mais de dois mil foram enviados por hospitais públicos e outros 1384 por centros de saúde.

Os dados sobre as mulheres que optaram por não levar a gravidez até ao fim mostram que a maioria vivia com o parceiro e usava métodos contraceptivos (só 5,5% não se protegia de uma gravidez indesejada). Na maior parte dos casos foi o primeiro aborto realizado.

Com Portugal a manter-se na liderança europeia de gravidezes adolescentes, o número dos abortos abaixo dos 19 anos representa 12%. Houve 94 casos de adolescentes até aos 15 anos, só durante o ano passado.

Ao todo foram realizadas 18 056 interrupções entre Janeiro e Dezembro de 2008, um valor próximo da previsão de 20 mil por ano. Destes, 97% foram por opção da mulher.

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