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30% dos médicos estrangeiros abandonaram o SNS desde 2019

Bastonário dos médicos considera fundamental criar condições e tornar o serviço de saúde mais atrativo.
Correio da Manhã 24 de Novembro de 2022 às 12:45
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30% dos médicos estrangeiros abandonaram o SNS desde 2019
Existem, este ano, 1289 médicos estrangeiros a exercer a profissão no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que revela uma quebra de 30% em comparação com 2019. Dados foram avançado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Uma fonte da administração revelou que um possível motivo para se registar a quebra pode estar associado à pandemia da Covid-19, em que vários profissionais de saúde regressaram para o respetivo país de origem, segundo a imprensa nacional.

Dos 1289 médicos estrangeiros a trabalhar no SNS, entre os quais brasileiros, espanhóis e ucranianos, 884 trabalhavam em hospitais, 443 em cuidados de saúde primários e apenas dois nos serviços centrais. Estes 1289 médicos são apenas uma minoria (28%) dos profissionais estrangeiros que estão inscritos na Ordem dos Médicos.

Contudo, em 2019, o número de médicos estrangeiros era bem mais elevando, havendo registo de 1840 profissionais de outras nacionalidades no SNS. Em 2020, no entanto, este valor desceu para 1256. Desde esse ano que o número de profissionais estrangeiros tem vindo a aumentar, ainda que de forma gradual.

De acordo com o bastonário dos médicos, Miguel Simões, citado pela imprensa nacional, é fundamental criar condições e tornar o serviço de saúde mais atrativo para que os médicos, de qualquer nacionalidade, optem pelo SNS.
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