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Correio da Manhã

Sociedade
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43 hospitais sem plano de emergência

Quarenta e três hospitais públicos não tinham Plano de Combate a Incêndios em Fevereiro de 2008 e 55 não possuíam plano para enfrentar uma catástrofe externa. Este foi o resultado da fiscalização da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde a 96 instituições efectuada em 2007. A inspecção visitou os mesmos hospitais no final de 2008 – não sendo ainda conhecidos os resultados – e voltará a fazê-lo no final deste ano ou em 2010.

4 de Março de 2009 às 00:30
Falta de electricidade obrigou à transferência de doentes em estado grave
Falta de electricidade obrigou à transferência de doentes em estado grave FOTO: Paulo Novais, Lusa

Das instituições fiscalizadas, apenas três foram alvo de vistoria pelos bombeiros e só nove efectuaram simulacros contra incêndios.

Segundo o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, Fernando Curto, "nem sempre as administrações hospitalares estão receptivas ao acompanhamento dos bombeiros e o que se passou no Hospital dos Covões, em Coimbra, poderia ter sido muito complicado".

Um fogo no quadro eléctrico provocou, às 00h16 de ontem, o corte total de energia, obrigando à transferência de 11 doentes que necessitavam de suporte avançado de vida. O presidente do conselho de administração, Rui Pato, garante que os doentes chegaram aos Hospitais da Universidade de Coimbra e ao Hospital de Aveiro "com todas as funções preservadas". O hospital esteve quatro horas sem luz, mas hoje já deverá estar a funcionar normalmente.

DETALHES

NOVA LEI

No dia 1 de Janeiro entrou em vigor um novo Regime Jurídico da Segurança Contra Incêndio em Edifícios que define inspecções anuais para os hospitais.

CAPUCHOS

O Hospital de Santo António dos Capuchos, Lisboa, é uma das instituições que ainda não tem Plano de Emergência, encontrando-se o mesmo em elaboração.

S. JOSÉ

O último incêndio no Hospital de S. José, Lisboa, ocorreu a 21 de Agosto de 2008, tendo deflagrado numa zona de gabinetes do Serviço de Cirurgia.

INQUÉRITO PARA APURAR CAUSAS

O Hospital dos Covões vai abrir um inquérito para detectar as causas do fogo, mas os técnicos admitem, segundo Rui Pato, presidente do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), que possa ter tido origem num curto-circuito provocado por um animal. Jacinto Oliveira, gestor de risco do CHC, lembrou que o quadro eléctrico estava homologado pelas entidades competentes e só tinha quatro anos. Acrescentou ainda que a operacionalidade do gerador de emergência é testada de oito em oito dias.

 

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