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Correio da Manhã

Sociedade
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6905 foram internados à força em cinco anos

Braga, Faro, Porto e Setúbal são os distritos onde se registaram maior número de casos
26 de Agosto de 2013 às 01:00
A decisão do internamento é sempre do médico
A decisão do internamento é sempre do médico FOTO: Eduardo Martins

De 2008 a julho deste ano, 6905 pessoas foram levadas pela GNR para internamentos compulsivos em hospitais psiquiátricos em Portugal. Segundo os dados da GNR, são 1381 doentes mentais levados à força todos os anos para unidades de saúde psiquiátrica. Braga, com 813 casos, Faro (801) e Porto (762) são os distritos com maior número de internamentos.

De 2011 para 2012, refere o relatório do Observatório Português dos Sistemas de Saúde, houve um aumento de 76% no número de internamentos compulsivos só na região Norte do País. Uma explicação para o aumento, acrescenta o relatório, é "o agravamento das situações clínicas de doença mental, devido à desadequada adesão à terapêutica".

O mecanismo de internamento compulsivo só se aplica, conforme explicou ao Correio da Manhã Álvaro Carvalho, coordenador nacional para a Saúde Mental, "nos casos de doença mental grave e por decisão judicial". "São casos em que a pessoa, pela doença mental, se coloca em risco e aos outros", diz, dando conta que familiares, médicos e polícias podem pedir o internamento.

Sobre os dados da GNR, o coordenador da Saúde Mental relativiza. Até porque, acrescenta, a decisão de internamento é do médico de serviço na urgência psiquiátrica. "Existem critérios clínicos que determinam o internamento. Pode até ser proposto e o doente encaminhado, mas a última decisão é sempre do médico", refere.

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