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Correio da Manhã

Sociedade
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A romaria das rusgas

As mais de 60 rusgas participantes recebem um presunto, uma broa e um garrafão de vinho.
10 de Junho de 2013 às 01:00
A procissão é um dos pontos altos das festas barquenses
A procissão é um dos pontos altos das festas barquenses FOTO: Secundino Cunha

Isto não é uma queima das fitas, é uma das mais típicas romarias do Alto Minho, a par do S. João d’Arga e da Senhora da Peneda. Aqui, tudo é genuíno, verdadeiramente tradicional". As palavras são de Vassalo Abreu, presidente da Câmara de Ponte da Barca, para quem "o S. Bartolomeu não pode descrever-se, tem de sentir-se".

O que torna estas festas tão peculiares é a enorme participação de grupos de rusgas, cada uma com seis a dez concertinas e outros instrumentos musicais.

Para se ter uma ideia, cada rusga atua, em palco, cerca de cinco minutos e o espetáculo, que começa às 22h00 do dia 23, termina às 05h00 do dia 24.

"É uma noite incrível, em que ninguém dorme e em que, a par da música das concertinas e dos cantares ao desafio, há grande animação nas ruas e nas tascas de comes e bebes", afirma o autarca, Vassalo Abreu.

No final da atuação, no palco da praça central da vila, cada rusga recebe um presunto, uma broa de pão de milho e um garrafão de vinho verde tinto da Adega Cooperativa de Ponte da Barca. Uma tradição antiga que a autarquia pretende manter e valorizar.

As festas de S. Bartolomeu, na Barca, têm uma grande ligação à terra e à agricultura, pelo que essa é a temática central do cortejo etnográfico, no dia 23.

Mas, a festa é também religiosa e o grande destaque vai para a procissão, no dia 24, que, com centenas de figurantes, percorre as ruas principais da vila.

O S. Bartolomeu Vila de Ponte da Barca festas
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