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Correio da Manhã

Sociedade
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Acordo mantém aterro em Almaraz

Espanha promete dar a Portugal “informação pertinente”.
André Pereira 22 de Fevereiro de 2017 às 08:42
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
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Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
Espanha diz que as autoridades portuguesas já podem visitar a central
O acordo com Espanha, anunciado ontem pelo Governo português, não impede a construção do armazém de resíduos radioativos na central nuclear de Almaraz, a 100 quilómetros da fronteira. Apenas suspende uma decisão por um período de dois meses, durante o qual Espanha vai partilhar "informação pertinente" e organizar uma visita à central.

As associações ambientalistas Quercus e Zero criticam o recuo do Governo, que aceitou retirar a queixa apresentada na Comissão Europeia contra Espanha – embora o possa voltar a fazer. Em contrapartida, o país vizinho promete partilhar com Portugal "toda a informação pertinente em matéria de ambiente e segurança nuclear". O documento não especifica que tipo de informação e o Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas refere ser a "necessária para determinar a existência, ou não, de efeitos significativos sobre o território português". Certezas apenas de que Espanha "não emitirá nem executará a autorização para iniciar o funcionamento do armazém de resíduos nucleares até que as autoridades portuguesas tenham analisado as informações pertinentes". Refere que a visita e troca de "informações terão lugar nos próximos dois meses". Os ministérios do Ambiente e Negócios Estrangeiros não responderam ao CM se têm garantias de que Espanha não vai construir o armazém nem prolongar a vida da central além de 2020. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, referiu-se ao acordo como "preliminar" e apelou a que se torne definitivo.
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