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Correio da Manhã

Sociedade
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Acordo na Educação

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) e sete dos treze sindicatos chegaram esta sexta-feira a acordo sobre o novo modelo de avaliação. De fora do entendimento ficou a Fenprof. Já a segunda maior estrutura sindical, FNE, aceitou assinar o acordo com o MEC, apesar da manutenção das quotas para as classificações mais elevadas.
10 de Setembro de 2011 às 00:45
Negociações tiveram várias pausas
Negociações tiveram várias pausas FOTO: Manuel Vicente

Ao fim de 14 horas de negociações, os sindicatos de professores chegaram a acordo com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) para um novo modelo de avaliação de desempenho docente. Das 13 estruturas sindicais, sete assinaram o acordo com o ministério: FNE, Pró-Ordem, SIPPEB, SPLIU, SIPE, SNPL e FEPECI. João Dias da Silva, da FNE, explicou que, "mantendo-se a discordância em relação às quotas, foram conseguidos pressupostos essenciais" para os docentes, entre os quais a não contabilização da avaliação para efeitos de concurso no caso dos professores de quadro. A Fenprof ficou de fora do acordo, e Mário Nogueira, secretário--geral, disse que é um capítulo "fechado".

"VAMOS VIRAR UMA PÁGINA"

O ministro Nuno Crato anunciou que foi assinado o acordo com 7 dos 13 sindicatos. Entre os sindicatos que assinam o acordo está a FNE. Já a Fenprof não assinou o acordo, mas de acordo com o ministro da Educação, "vai ser assinada com a Fenprof uma acta negocial global". Nuno Crato elogiou o "grande espírito de diálogo" que norteou as negociações com os sindicatos e explicou que o novo modelo "terá uma avaliação com ciclos mais longos" e que o novo modelo "evita conflitos de interesses entre avaliadores e avaliados". "É uma avaliação não burocrática, vamos virar uma página", garantiu.

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