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Correio da Manhã

Sociedade
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Açores registam "descida sistemática" de deportações

Em 2011 tinham sido deportadas 63 pessoas, em 2013 foram 37.
6 de Dezembro de 2014 às 09:48
Os maiores fluxos de deportações para os Açores aconteceram em 1999, 2006 e 2008
Os maiores fluxos de deportações para os Açores aconteceram em 1999, 2006 e 2008 FOTO: iStockphoto

O Governo dos Açores considerou este sábado que a "descida sistemática" do número de deportados dos Estados Unidos da América e Canadá nos últimos anos se deve à consciencialização dos emigrantes para a importância da nacionalização no país de acolhimento.

O diretor açoriano das Comunidades, Paulo Teves, adiantou à agência Lusa que, em 2011, os Açores receberam 63 deportados, em 2012 foram 59, em 2013 desceu para 37 e este ano totalizam, até agora, 22, sendo que 85 a 90% são homens com idades entre os 25 e os 49 anos.

Os maiores fluxos de deportações para os Açores aconteceram em 1999, 2006 e 2008, sobretudo devido à implementação de políticas de imigração "mais restritivas" nos Estados Unidos da América (EUA) e Canadá, onde reside uma grande comunidade emigrante açoriana.

Paulo Teves destacou o "trabalho em rede" desenvolvido nos dois lados do Atlântico, sobretudo a partir de 2011/2012, no sentido de sensibilizar todos os emigrantes para a importância de adquirirem a nacionalidade norte-americana ou canadiana.

"Tendo a nacionalidade, o individuo não é alvo de deportação", disse o diretor regional das Comunidades, revelando que na origem de muitas deportações continuam a estar crimes relacionados com droga, agressões ou assaltos, entre outros.

O primeiro caso conhecido de deportação de um emigrante açoriano data de 1987, e teve origem no Canadá.

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