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Correio da Manhã

Sociedade
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Acusa hospital de recusar bebé

Mãe diz que funcionária a encaminhou para o privado.
Teresa Oliveira 13 de Julho de 2016 às 01:45
Samantha Santos ficou chocada com o facto de o filho de 6 meses não ter sido visto nas Urgências do Garcia de Orta
Samantha Santos ficou chocada com o facto de o filho de 6 meses não ter sido visto nas Urgências do Garcia de Orta FOTO: Pedro Catarino
"As Urgências de Pediatria do Hospital Garcia de Orta, em Almada, recusaram na sexta-feira atender o meu filho de 6 meses, com quase 40 graus de febre, por ser britânico e eu não ter mais de 100 euros. É inacreditável", conta ao CM Samantha Santos, mãe de Liam.

Samantha conta que foi encaminhada, pela Saúde 24, para o Hospital de Setúbal, mas "como não sabia lá ir" optou pelo Garcia de Orta, "que disseram ter uma boa pediatria", explica. O problema é que a "funcionária da receção mandou-me ir ao privado". E conclui: "Mostrei o cartão inglês de saúde do Liam e disse ter passaporte, mas não tinha aquele dinheiro ali".

Samantha fez queixa no livro de reclamações do hospital e comunicou o caso à Direção-Geral da Saúde. Ao CM, a assessoria do hospital afirma que "não foi recusado o atendimento do bebé" e que "foi solicitada à mãe a apresentação do Cartão Europeu de Saúde para que o seu filho fosse atendido sem qualquer custo", e que teria "10 dias úteis para o apresentar". Caso não tivesse o cartão, "teria outros 10 dias úteis para pagar a quantia de 112 euros pelo atendimento".

O Ministério da Saúde esclarece ao CM que, para utilizar o Serviço Nacional de Saúde, os cidadãos estrangeiros "deverão ser portadores do Cartão Europeu de Seguro de Doença", pagando a taxa moderadora. No Espaço Económico Europeu e Suíça, os portugueses devem ter aquele cartão para poderem ser atendidos tal como são em Portugal, pagando as taxas.
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