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Correio da Manhã

Sociedade
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Autoridade da Concorrência realiza buscas nos hospitais CUF, Luz e Lusíadas

José de Mello Saúde e Lusíadas já confirmaram as buscas.
10 de Maio de 2019 às 12:38
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A Autoridade da Concorrência (AdC) revelou esta sexta-feira estar a realizar buscas em nove entidades do setor da saúde, da grande Lisboa, Porto e Algarve.

Fonte da AdC, em declarações à Lusa, adiantou apenas o número de entidades e locais alvo de buscas, escusando-se a precisar os nomes das entidades e a razão das buscas, mas a SIC Notícias avançou os nomes CUF, Luz e Lusíadas, alegadamente devido a suspeitas de cartel nos acordos com a ADSE.

A ADSE tem estado no centro da atenção mediática e política nos últimos meses, devido à intenção de suspender convenções por parte de dois grupos, a José de Mello Saúde (que gere os hospitais CUF) e o Grupo Luz Saúde.

José de Mello Saúde confirma buscas da Autoridade da Concorrência na CUF

A José de Mello Saúde , que gere os hospitais CUF, confirmou esta sexta-feira, em reposta à Lusa, que foi alvo de buscas pela Autoridade da Concorrência (AdC), garantindo ter "total disponibilidade" para responder às solicitações desta entidade.

"Na sequência das notícias veiculadas esta manhã em órgãos de comunicação social, a José de Mello Saúde vem informar que recebeu esta sexta-feira a visita da Autoridade da Concorrência", disse a empresa, numa nota enviada à Lusa.

A José de Mello Saúde garantiu ainda que, de acordo com a sua política de transparência, "está a colaborar e a esclarecer, com total disponibilidade e serenidade, as solicitações desta entidade".


Lusíadas confirmam buscas e garantem normal funcionamento dos hospitais
O grupo Lusíadas Saúde confirmou esta sexta-feira que foi alvo de bucas por parte da Autoridade da Concorrência (AdC) nas instalações dos serviços administrativos, garantindo, por isso, que os serviços dos hospitais estão a funcionar normalmente.

"A Lusíadas, S.A. e a Lusíadas SGPS, S.A. confirmam a realização de diligências de busca conduzidas por funcionários da Autoridade da Concorrência, na sua sede", anunciou, em comunicado, o grupo.

De acordo com a mesma fonte, o desenvolvimento das diligências "centra-se exclusivamente" nas instalações dos serviços administrativos das duas empresas, "pelo que não tiveram qualquer implicação nos serviços prestados pelos hospitais e/ou unidades de saúde Lusíadas".

As empresas garantiram ainda estar a prestar "toda a colaboração devida" à AdC.

"O processo tem natureza estritamente contraordenacional e encontra-se em segredo de justiça, pelo que, nos termos legais, as empresas não poderão prestar quaisquer informações adicionais sobre este assunto", lê-se no comunicado.

"A realização de diligências de busca e apreensão em oito localizações de nove entidades ativas no setor da saúde nas zonas da Grande Lisboa, Porto e Algarve por suspeitas de práticas anticoncorrenciais lesivas da liberdade de escolha do consumidor" foi confirmada pela AdC, em comunicado esta sexta-feira divulgado.

A entidade explicou que as buscas têm estado a ser realizadas mediante autorização do Tribunal de Instrução Criminal e Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e contam com o acompanhamento da Divisão de Investigação Criminal da PSP.

As buscas têm como objetivo conseguir a obtenção de prova de práticas anticoncorrenciais, esclarecendo a AdC que não significam que as empresas visadas venham a ser objeto de condenação, nem implicam um juízo sobre a culpabilidade da sua conduta no mercado.


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