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Correio da Manhã

Sociedade

Aeroportos de Lisboa e Montijo com capacidade para 50 milhões de passageiros

António Costa sublinha o tempo que o País levou para tomar a decisão: 50 anos.
Raquel Oliveira 9 de Janeiro de 2019 às 01:30
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
O projeto do novo aeroporto do Montijo
A entrada em funcionamento do novo aeroporto no Montijo, prevista para 2022, vai permitir praticamente duplicar o número de passageiros atuais, ou seja, cerca de 50 milhões por ano. Mas a transformação da Base Aérea nº 6 não vai só aumentar o número de aviões: vai também fazer disparar o emprego na região do Montijo, com a criação de 10 mil postos de trabalho.

O número foi avançado esta terça-feira pelo ministro do Planeamento, Pedro Marques, na cerimónia de assinatura, entre o Estado e a ANA -Aeroportos de Portugal, do acordo de financiamento de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa , no valor de 1,3 mil milhões de euros.

O acordo inclui não só a construção de um novo aeroporto no Montijo, mas também melhorias no Aeroporto Humberto Delgado, desde o aumento do estacionamento de aviões até à capacidade de processamento dos passageiros.

No entanto, e apesar dos apelos da TAP para que as obras se iniciassem antes do verão, as intervenções só arrancam no final deste ano, esclareceu esta terça-feira o presidente da Vinci Airports, Nicolas Notebaert, em resposta aos jornalistas.

Quanto ao Montijo, ainda não estão concluídos os estudos ambientais exigidos, pelo que não há ainda uma data prevista para o início das obras. Mas, na prática, se não se registarem impedimentos legais, o novo aeroporto deverá estar concluído dentro de três anos, prevendo-se que venha a acolher sete milhões de passageiros no primeiro ano.

Conjugadas, as duas infraestruturas vão permitir quase duplicar a capacidade de movimentação de aeronaves, de 38 para 72 movimentos por hora.

O primeiro-ministro lamentou esta terça-feira o tempo que levou a tomar a decisão da localização de um novo aeroporto.

"Eu tinha sete anos quando há 50 anos o gabinete de Marcelo Caetano constituiu o gabinete para discutir a construção de um aeroporto", afirmou António Costa, alertando para o facto de não se quantificar o custo da não decisão.

TAP soube esta terça-feira dos planos da ANA
O presidente-executivo da TAP só teve esta terça-feira conhecimento, na cerimónia do Montijo, dos planos da ANA - Aeroportos de Portugal para o Aeroporto Humberto Delgado. Antonoaldo Neves tem defendido publicamente o reforço do aeroporto que tem estrangulado a companhia.

Custo de mudar inferior a 200 milhões de euros
O chefe do Estado-Maior da Força Aérea, general Manuel Teixeira Rolo, admitiu esta terça-feira que o custo da deslocalização da frota da base do Montijo poderá ser inferior aos 200 milhões de euros estimados, e que deverá acontecer simultaneamente ao início das obras do novo aeroporto.

17 localizações foram postas de lado
Nos últimos 50 anos, foram equacionadas - e abandonadas - 17 localizações para um novo aeroporto que servisse a região de Lisboa.

Grupo cívico defende outra localização
O grupo cívico Aeroporto BA6-Montijo Não! entregou ao Governo um documento a defender a opção do campo de tiro de Alcochete.
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