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Agricultores bloqueiam A6 em Elvas. Só passam carros prioritários e 10 camiões de hora a hora

Permitida também a passagem de carros que transportem grávidas, crianças ou doentes.

01 de fevereiro de 2024 às 18:59

Os agricultores que bloqueiam esta quinta-feira a Autoestrada 6 (A6) junto à fronteira do Caia, em Elvas, no distrito de Portalegre, estão a permitir a passagem de veículos prioritários e 10 camiões de hora a hora.

Foi o caso de um camião cisterna com glucose de milho, já que, como explicou aos manifestantes um militar da GNR que acompanhava o pesado e a agência Lusa ouviu, a sua permanência no local, devido às altas temperaturas, podia provocar um prejuízo de 30 mil euros.

Os manifestantes compreenderam e deixaram passar o camião, que seguiu viagem, acompanhado pelo militar da GNR, por uma estrada secundária paralela à A6 até Espanha.

Esta situação aconteceu num dos pontos de bloqueio dos três que foram montados pelos agricultores na A6.

Também estão a passar autocarros e carros que transportem grávidas, crianças ou doentes, assim como 10 camiões de hora a hora, após uma suposta exigência da GNR.

Desde que foi feita essa alegada exigência e até às 16:00, segundo um dos manifestantes, já terão passado cerca de 30 camiões.

Os agricultores estão esta quinta-feira na rua com os seus tratores, de norte a sul do país, reclamando a valorização do setor e condições justas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores de Portugal, decorre um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

O pacote abrange entre outras, medidas à produção, no valor de 200 milhões de euros, assegurando a cobertura das quebras de produção e a criação de uma linha de crédito de 50 milhões de euros, com taxa de juro zero.

Segundo um comunicado divulgado na quarta-feira pelo movimento, os agricultores reclamam o direito à alimentação adequada, condições justas e a valorização da atividade.

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