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Correio da Manhã

Sociedade
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Agricultores lamentam recuo da Comissão Europeia

A Confederação dos Agricultores de Portugal queixa-se do recuo da Comissão Europeia em relação à comercialização de azeite em embalagens invioláveis em todos os Estados-membros
24 de Maio de 2013 às 15:51

A CAP lamentou, esta sexta-feira, o recuo da Comissão Europeia sobre a obrigatoriedade de a restauração e hotelaria comercializarem azeite em embalagens invioláveis em toda a União Europeia, à semelhança do que já acontece em Portugal e na Grécia.

"A decisão da Comissão Europeia vem defraudar as expectativas dos países europeus produtores de azeite, que cumprem, por vezes com grande esforço, todas as regras de qualidade e segurança alimentar impostas pela União Europeia", alega a confederação em comunicado sobre a medida anunciada na quinta-feira pelo organismo comunitário.

Portugal foi pioneiro (2005) na aplicação daquela obrigatoriedade e, segundo a CAP, o alargamento a toda a União Europeia foi sempre defendido pelos produtores e embaladores nacionais, também para prevenir a fraude que prejudica a imagem do azeite como produto nacional de grande qualidade.

Também o eurodeputado socialista Luís Capoulas Santos escreveu, quinta-feira, ao presidente da Comissão Europeia a pedir explicações sobre as razões que levaram Bruxelas a deixar "cair" a proposta relativa a embalagens invioláveis de azeite, considerando tratar-se de um "recuo absurdo" e "subserviente".

O comissário europeu da Agricultura, Dacian Ciolos, explicou na quinta-feira que a proposta de regulamentação do azeite foi retirada por não obter apoio suficiente, uma vez que apenas 15 Estados-membros a apoiaram, o que "não chega para formar uma maioria qualificada", e anunciou a intenção de Bruxelas apresentar uma proposta reformulada que colha mais consenso.

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